Glossário de cibersegurança
Os termos de cibersegurança, nuvem e conformidade que a sua equipe ouve todos os dias, explicados em uma única página e sem tecnicismos.
A
Acesso condicional
Acesso condicional é o recurso do Microsoft Entra ID que decide se permite, bloqueia ou pede uma etapa extra no login de acordo com o contexto: quem é o usuário, de qual dispositivo, de onde e com qual nível de risco. Por exemplo, pode exigir MFA (autenticação multifator) fora do escritório ou bloquear dispositivos que a empresa não gerencia.
ACL (lista de controle de acesso)
ACL (access control list, ou lista de controle de acesso) é o conjunto de regras que indica quais usuários, equipamentos ou endereços podem acessar um recurso e o que podem fazer nele. É usada em firewalls, roteadores, pastas compartilhadas e serviços em nuvem para permitir ou negar cada acesso.
Adware
Adware é um programa que exibe publicidade não solicitada no computador ou no navegador, muitas vezes instalado junto com software gratuito. Além de atrapalhar, muitas variantes registram os hábitos de navegação do usuário e abrem caminho para outros programas maliciosos.
Air gap (cópia isolada)
Air gap (cópia isolada) é a separação de um backup ou sistema de qualquer rede, de modo que ele não possa ser alcançado on-line. Pode ser físico, como uma fita guardada fora do data center, ou lógico, como um armazenamento que só se conecta durante a janela de backup. Assim, um ransomware que criptografa a rede não chega a essa cópia.
Alta disponibilidade
Alta disponibilidade é o projeto de sistemas, redes e aplicações para que continuem funcionando mesmo se um dos componentes falhar, com o mínimo de tempo fora do ar. É obtida duplicando equipamentos, links ou servidores para que um assuma o lugar do outro automaticamente, e costuma ser medida em porcentagem de tempo operacional, como 99,9%.
Ameaça cibernética
Ameaça cibernética é qualquer pessoa, evento ou circunstância que pode causar dano aos sistemas ou às informações de uma empresa, como um cibercriminoso, um malware, um erro humano ou uma falha de energia. O risco surge quando uma ameaça consegue explorar uma vulnerabilidade existente, por exemplo um servidor sem atualização exposto à internet.
Ameaça interna (insider threat)
Uma ameaça interna é o risco que vem de pessoas que já têm acesso legítimo aos sistemas da empresa, como colaboradores, ex-colaboradores ou fornecedores. Ela pode ser intencional, como copiar a base de clientes antes de pedir demissão, ou acidental, como enviar um arquivo confidencial ao destinatário errado.
Análise de gap (gap analysis)
Análise de gap (gap analysis) é uma avaliação que compara o estado atual da segurança de uma empresa com o que exige uma norma ou meta, como a ISO/IEC 27001 ou o padrão de pagamentos com cartão PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), para identificar controles ausentes ou incompletos. O resultado é uma lista priorizada de ações para planejar a certificação.
Análise de riscos
A análise de riscos é o processo que identifica quais ativos da sua empresa podem ser afetados, por quais ameaças e vulnerabilidades, e qual seria a probabilidade e a gravidade de cada cenário. O resultado é uma lista priorizada que mostra onde investir primeiro em controles de segurança, e ela é um requisito central da ISO 27001.
Análise de vulnerabilidades
Análise de vulnerabilidades é a revisão sistemática dos equipamentos, servidores e aplicativos de uma empresa para encontrar falhas de segurança conhecidas, como softwares sem atualização ou configurações fracas, e priorizá-las de acordo com o risco. Diferente de um pentest (teste de intrusão), ela não tenta explorar as falhas: identifica cada uma e entrega um plano de correção.
Análise heurística
Análise heurística é a técnica com que um antivírus detecta malware novo ou modificado pela forma como ele age ou por traços suspeitos em seu código, sem precisar ter sua assinatura registrada. Ajuda a barrar ameaças desconhecidas, embora possa gerar mais falsos positivos do que a detecção por assinaturas, que só reconhece o que já foi catalogado.
API e segurança de API
Uma API (application programming interface, ou interface de programação de aplicações) é o conjunto de regras que permite que dois sistemas se comuniquem e troquem dados, como quando a sua loja virtual consulta o banco para confirmar um pagamento. A segurança de API protege essas conexões com autenticação, criptografia e limites de uso, porque uma API mal configurada pode expor informações internas.
APT (ameaça persistente avançada)
Uma APT (advanced persistent threat, ou ameaça persistente avançada) é um ataque direcionado em que um grupo organizado e bem financiado entra na rede de uma organização e permanece escondido por semanas ou meses para roubar informações ou preparar um ataque maior. Diferente de um ataque oportunista, a APT escolhe a vítima e avança devagar, mudando de tática para não ser detectada. Em segurança, a sigla não se refere ao apt, o gerenciador de pacotes do Linux.
Assinatura digital
A assinatura digital é um mecanismo criptográfico que garante que um documento eletrônico foi emitido por quem diz tê-lo emitido e que não foi alterado depois de assinado. No Brasil, ela usa um certificado digital da ICP-Brasil (e-CPF ou e-CNPJ), é a base da nota fiscal eletrônica e tem a mesma validade jurídica de uma assinatura de próprio punho. Ela é um tipo de assinatura eletrônica: o aceite em uma plataforma, por exemplo, também é eletrônico, mas não usa certificado ICP-Brasil.
Ataque cibernético
Um ataque cibernético é qualquer tentativa deliberada de entrar sem permissão em equipamentos, redes ou sistemas para roubar informações, interromper a operação ou exigir um pagamento. Ele pode chegar por um e-mail de phishing, um malware, uma senha roubada ou uma sobrecarga de tráfego, e costuma combinar várias técnicas em fases diferentes.
Ataque de força bruta
Um ataque de força bruta testa milhares de combinações de usuário e senha de forma automática até acertar a correta. É diferente do credential stuffing, que reutiliza pares de usuário e senha já vazados de outros serviços. Ele é contido com senhas longas, bloqueio após várias tentativas falhas e autenticação multifator (MFA), que pede uma segunda prova de identidade além da senha.
Ataque man-in-the-middle
Um ataque man-in-the-middle (ou ataque de intermediário) acontece quando alguém se coloca em segredo entre duas partes que se comunicam, por exemplo entre o seu notebook e o site do seu banco, para ler ou modificar o que elas trocam. É comum em redes Wi-Fi públicas sem proteção e a principal defesa são as conexões criptografadas (HTTPS, VPN).
Ataque à cadeia de suprimentos
Ataque à cadeia de suprimentos é o que compromete uma empresa por meio de um fornecedor de confiança, por exemplo infectando uma atualização de software, uma biblioteca de código ou o acesso remoto de um prestador de serviços de TI. Funciona porque a vítima confia no que recebe desse fornecedor; por isso é preciso avaliar o risco de terceiros.
Auditoria de segurança da informação
Uma auditoria de segurança da informação é a revisão independente e documentada dos controles, políticas e configurações de uma empresa para verificar se protegem suas informações e cumprem normas como a ISO 27001 ou o PCI DSS (padrão de segurança de dados de cartões de pagamento). O resultado é um relatório com achados, nível de risco e recomendações priorizadas.
Autenticação biométrica
Autenticação biométrica é um método para verificar a identidade de uma pessoa a partir de uma característica física ou comportamental, como impressão digital, rosto, íris ou voz. Nas empresas, é usada, por exemplo, para desbloquear equipamentos. Diferente de uma senha, uma característica biométrica não pode ser trocada se for comprometida, por isso convém combiná-la com outros fatores.
Autenticação vs. autorização
A autenticação comprova que você é quem diz ser (senha, biometria, código de verificação); a autorização decide o que você pode fazer depois de entrar, como consultar ou aprovar um pagamento. Um sistema seguro precisa das duas: entrar com uma identidade verificada e fazer apenas o que a sua função permite.
B
BaaS (backup como serviço)
BaaS (backup as a service, backup como serviço) é um modelo em que um fornecedor administra as cópias de segurança de uma empresa na nuvem dele: agenda, criptografa, armazena e verifica os backups em troca de uma mensalidade, sem compra de servidores ou fitas. Não deve ser confundido com backend como serviço, que usa a mesma sigla no desenvolvimento de aplicativos.
Backdoor (porta dos fundos)
Um backdoor (porta dos fundos) é um acesso oculto a um sistema que permite entrar sem passar pela autenticação normal. Pode ser deixado por um invasor depois de uma intrusão ou vir escondido em um software legítimo, e permite que o invasor volte ao equipamento sempre que quiser.
Backup (cópia de segurança)
Um backup, ou cópia de segurança, é uma cópia dos dados e sistemas da sua empresa guardada em outro lugar para que possam ser restaurados se o original se perder, for danificado ou for criptografado por um ransomware. Uma boa prática é a regra 3-2-1: três cópias, em dois meios diferentes, com uma delas fora do escritório ou na nuvem.
Backup do Microsoft 365
Backup do Microsoft 365 é a cópia independente dos e-mails, dos arquivos do OneDrive e do SharePoint e dos chats do Teams de uma empresa, guardada fora da Microsoft. É necessário porque, no modelo de responsabilidade compartilhada, a Microsoft mantém o serviço funcionando, mas não recupera dados apagados por engano, por um ex-colaborador ou criptografados por ransomware depois dos prazos de retenção.
Backup imutável
Backup imutável é uma cópia de segurança que, depois de gravada, não pode ser alterada nem apagada durante um período definido, nem mesmo com credenciais de administrador. É uma das defesas mais fortes contra ransomware, porque os atacantes costumam procurar e destruir os backups antes de criptografar os dados da empresa.
BAS (simulação de violações e ataques)
BAS (breach and attack simulation, ou simulação de violações e ataques) é uma tecnologia que executa de forma automática e contínua técnicas de ataque reais, sem danificar os sistemas, para verificar se os controles de segurança as bloqueiam ou detectam. Diferente de um pentest (teste de invasão) pontual, repete os testes com frequência e mostra quais controles precisam de ajustes.
BEC (comprometimento de e-mail corporativo)
BEC (business email compromise, ou comprometimento de e-mail corporativo) é uma fraude em que alguém se passa por um diretor, um fornecedor ou um cliente por e-mail para conseguir uma transferência de dinheiro ou dados sensíveis. Como costuma não levar malware nem links, passa pelos filtros de e-mail; a prevenção vem de processos de verificação e de treinamento.
BIA (análise de impacto nos negócios)
BIA (business impact analysis, ou análise de impacto nos negócios) é o estudo que identifica quais processos são críticos para uma empresa e quanto dano causaria interrompê-los por horas ou dias. Com ele, define-se quanto tempo cada processo pode ficar parado (RTO), quanta informação se pode perder no máximo (RPO) e as prioridades do plano de continuidade.
BitLocker (criptografia de disco)
BitLocker é o recurso do Windows que criptografa o disco inteiro de um computador, para que, se ele for roubado ou perdido, ninguém consiga ler as informações sem a chave de recuperação. Vem incluído no Windows Pro e Enterprise, e em uma empresa o recomendado é ativá-lo e guardar as chaves de recuperação de forma centralizada.
Bloqueio e apagamento remoto
Bloqueio e apagamento remoto são funções do gerenciamento de dispositivos móveis (MDM, mobile device management) que permitem à equipe de TI bloquear a distância um celular ou notebook perdido ou roubado e, se ele não for recuperado, apagar seus dados. O apagamento pode ser total, restaurando as configurações de fábrica, ou seletivo, removendo só os dados e apps corporativos de um aparelho pessoal.
Bomba lógica
Uma bomba lógica é um trecho de código malicioso que fica inativo até que uma condição seja atendida: uma data, a exclusão de um usuário ou um número de execuções. Quando é ativada, ela apaga ou criptografa informações do sistema. Um exemplo é o código deixado para apagar arquivos no dia em que a conta de quem o escreveu for desativada.
Botnet
Botnet é uma rede de equipamentos infectados que um atacante controla a distância sem que os donos saibam. É usada em ataques de negação de serviço (DDoS), em campanhas de spam e para minerar criptomoedas com os recursos das vítimas.
BYOD (traga seu próprio dispositivo)
BYOD (bring your own device, traga seu próprio dispositivo) é a política que permite aos colaboradores usar o celular ou o notebook pessoal para trabalhar com e-mail, arquivos e aplicativos da empresa. Economiza em equipamentos, mas exige regras claras e ferramentas como MDM (gerenciamento de dispositivos móveis) para separar os dados corporativos dos pessoais.
C
C-TPAT
C-TPAT (Customs Trade Partnership Against Terrorism) é o programa voluntário da alfândega dos Estados Unidos (CBP) que certifica empresas da cadeia de suprimentos que cumprem requisitos de segurança, em troca de benefícios como inspeções de fronteira mais ágeis. Inclui critérios de segurança cibernética, por isso muitas empresas que exportam para os Estados Unidos trabalham nele junto com a ISO 27001.
C2 (comando e controle)
C2 (command and control, ou comando e controle) é a infraestrutura que um atacante usa para se comunicar com os equipamentos que já infectou: a partir de um servidor externo, ele envia ordens, recebe dados roubados e baixa mais malware. Detectar e bloquear essas conexões de saída corta o controle do atacante, mesmo que o malware continue dentro da rede.
Cadeia de custódia digital
Cadeia de custódia digital é o registro documentado de quem obteve, manipulou, transferiu e guardou cada evidência eletrônica de um incidente, da coleta até a apresentação. Por exemplo, ao copiar o disco de um equipamento comprometido, calcula-se um hash (impressão digital matemática do arquivo) para provar depois que a evidência não foi alterada. Sem esse registro, a evidência pode perder validade jurídica.
CAPTCHA
CAPTCHA é um teste que um site aplica para diferenciar uma pessoa de um programa automatizado, como digitar letras distorcidas, escolher imagens ou simplesmente marcar uma caixa. Protege formulários de cadastro, login e compra contra bots que tentam usar senhas roubadas ou gerar spam, por exemplo na página de login de uma loja virtual.
CASB (agente de segurança de acesso à nuvem)
Um CASB (cloud access security broker, agente de segurança de acesso à nuvem) é uma ferramenta que fica entre os usuários da sua empresa e os aplicativos em nuvem que eles usam, como Microsoft 365 ou Google Drive, para mostrar quais serviços são utilizados e aplicar regras de segurança. Com ele, você identifica o shadow IT e reduz o risco de vazamento de dados ao controlar quem compartilha o quê.
Cavalo de Troia (trojan)
Cavalo de Troia (trojan) é um programa malicioso que se apresenta como algo útil ou inofensivo, como um instalador, uma nota fiscal ou uma atualização, para que o usuário o execute. Uma vez dentro, abre caminho para outro malware ou para o controle remoto do equipamento.
CDN (rede de distribuição de conteúdo)
Uma CDN (content delivery network, ou rede de distribuição de conteúdo) é uma rede de servidores espalhados por várias cidades que guarda cópias de um site e as entrega a partir do ponto mais próximo de cada visitante. Isso faz o site carregar mais rápido e ajuda a absorver picos de tráfego e ataques DDoS (negação de serviço distribuída).
CERT e CSIRT
Um CSIRT (computer security incident response team) é a equipe que responde a incidentes de segurança dentro de uma organização ou de um setor. CERT é uma marca registrada da Universidade Carnegie Mellon que muitas equipes usam com o mesmo sentido; no Brasil, o CERT.br, mantido pelo NIC.br, é o grupo de resposta a incidentes da internet brasileira. Ambos coordenam a resposta; quem monitora o dia a dia é o SOC de cibersegurança (centro de operações de segurança).
Cibersegurança
Cibersegurança é o conjunto de tecnologias, processos e pessoas que protege os equipamentos, as redes, os aplicativos e os dados de uma organização contra acessos não autorizados, roubos e falhas. Ela inclui prevenir incidentes, detectá-los a tempo, responder quando acontecem e recuperar a operação com o menor impacto possível. No Brasil, o termo segurança da informação é muito usado como sinônimo, embora seja mais amplo: também cobre informações em papel e processos.
CIS Controls e CIS Benchmarks
CIS Controls são um conjunto priorizado de 18 medidas de segurança da informação publicado pelo Center for Internet Security (CIS), como o inventário de ativos e a gestão de acessos. Os CIS Benchmarks são guias de configuração segura para sistemas específicos, como Windows Server ou Microsoft 365. Juntos, indicam o que proteger primeiro e como configurar.
CISO (diretor de segurança da informação)
O CISO (chief information security officer, ou diretor de segurança da informação) é o executivo responsável pela estratégia de segurança da informação da empresa: define prioridades, orçamento e políticas e presta contas à diretoria pelos riscos cibernéticos. Empresas que não precisam de um CISO em tempo integral podem contratar um CISO virtual, ou vCISO.
Classificação da informação
Classificação da informação é o processo de rotular os dados de uma empresa conforme a sensibilidade, por exemplo pública, interna, confidencial e restrita, para aplicar a cada nível a proteção adequada. Assim fica claro o que criptografar, quem pode ver cada dado e o que não deve sair da organização.
CMDB e gestão de ativos de TI
Uma CMDB (configuration management database, ou banco de dados de gerenciamento de configuração) é o inventário centralizado dos ativos de TI de uma empresa, como computadores, servidores, licenças e aplicações, junto com a forma como se relacionam entre si. Saber o que você tem e quem responde por cada ativo é o primeiro passo para protegê-lo e resolver falhas mais rápido.
CNAPP e CWPP
CNAPP (Cloud-Native Application Protection Platform, ou plataforma de proteção de aplicações nativas da nuvem) é uma ferramenta única que reúne a revisão de configurações, permissões, vulnerabilidades e cargas de trabalho na nuvem. A CWPP (Cloud Workload Protection Platform, ou plataforma de proteção de cargas de trabalho na nuvem) é uma de suas peças: protege máquinas virtuais, contêineres e funções serverless em execução.
COBIT
COBIT é o framework da ISACA (associação internacional de auditoria e governança de sistemas) para a governança e a gestão da tecnologia da informação nas empresas. Ajuda a alinhar a TI aos objetivos do negócio, definir responsabilidades e controles e medir o desempenho, e é muito usado por auditores, conselhos de administração e áreas de compliance.
Compliance (conformidade regulatória)
Compliance, ou conformidade regulatória, é a capacidade de uma empresa de demonstrar que opera de acordo com as leis, normas e contratos que se aplicam a ela, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), o PCI DSS ou a ISO 27001. Em cibersegurança, isso significa ter políticas, controles e evidências prontos para auditorias, clientes e autoridades.
Computação em nuvem (cloud computing)
Computação em nuvem, ou cloud computing, é o uso de servidores, armazenamento e aplicativos que um provedor opera nos seus data centers e que a sua empresa acessa pela internet, pagando conforme o consumo. Em vez de comprar e manter equipamentos próprios, você contrata a capacidade de que precisa em serviços como Microsoft Azure ou AWS.
Configuração incorreta (misconfiguration)
Configuração incorreta (misconfiguration) é um ajuste de segurança errado, incompleto ou deixado no padrão em um sistema, uma aplicação ou um serviço em nuvem, que o deixa exposto sem que seja preciso explorar uma falha de software. Exemplos frequentes são um bucket de armazenamento público, senhas de fábrica que nunca foram trocadas ou portas de administração abertas para a internet.
Conscientização em segurança da informação
Conscientização em segurança da informação é o programa contínuo que ensina os colaboradores a reconhecer e evitar riscos digitais, como e-mails de phishing, senhas fracas ou o manuseio descuidado de informações. Combina cursos curtos, simulações e métricas para transformar as pessoas da empresa em uma linha de defesa.
Contenção e erradicação de incidentes
Contenção e erradicação são duas fases da resposta a incidentes. A contenção limita o dano e impede que o ataque se espalhe, por exemplo isolando um equipamento da rede ou desativando uma conta comprometida. A erradicação elimina a causa: apaga o malware, corrige a vulnerabilidade explorada e remove os acessos do invasor antes de passar à recuperação.
Controlador de domínio (Active Directory)
Um controlador de domínio é o servidor que administra as contas, as senhas e as permissões de todos os usuários e computadores de uma rede Windows por meio do Active Directory. É um dos ativos mais sensíveis da empresa: quem o controla pode criar usuários, trocar senhas e entrar em qualquer computador do domínio.
Controlador e operador de dados
Controlador é a pessoa ou empresa que decide para que e como os dados pessoais são tratados; operador é quem os trata em nome dele, como um fornecedor de folha de pagamento. Os dois são os agentes de tratamento previstos na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) e equivalem ao controller e ao processor do GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados).
Controle de acesso
Controle de acesso é o conjunto de regras e ferramentas que define quem pode entrar em um sistema, a quais informações e com quais permissões. Ele combina a verificação da identidade da pessoa (usuário e senha, MFA) com a concessão apenas das permissões que a função dela exige. Em segurança da informação, falamos do controle de acesso lógico, a sistemas e dados; catracas, crachás e fechaduras são o controle de acesso físico, que aplica a mesma ideia às portas do escritório.
Controles de segurança (preventivos, detectivos e corretivos)
Controles de segurança são as medidas técnicas, administrativas e físicas que uma organização aplica para reduzir seus riscos de segurança da informação. Pela função, dividem-se em preventivos, que evitam um incidente, como a autenticação multifator (MFA); detectivos, que o identificam, como o monitoramento de logs; e corretivos, que limitam o dano e restauram a operação, como um backup.
Contêineres (Docker e Kubernetes)
Um contêiner é um pacote leve que inclui uma aplicação com tudo o que ela precisa para funcionar, de modo que roda igual em qualquer servidor ou nuvem. O Docker é uma ferramenta muito usada para criá-los e o Kubernetes os orquestra em grande escala. Sua segurança depende de imagens confiáveis, privilégio mínimo e monitoramento.
Correlação de eventos
Correlação de eventos é a análise conjunta de registros (logs) de diferentes fontes, como firewalls, servidores e endpoints, para identificar padrões que isoladamente parecem inofensivos, mas juntos revelam um ataque. É feita por um SIEM (gerenciamento de informações e eventos de segurança) com regras e modelos de comportamento. Por exemplo, dez logins malsucedidos seguidos de um bem-sucedido de outro país geram um alerta.
Credential stuffing
Credential stuffing é um ataque automatizado que testa em muitos sites os usuários e senhas vazados de outros serviços, aproveitando que as pessoas reutilizam suas senhas. Diferente da força bruta, não tenta adivinhar: reaproveita senhas reais. Barra-se com senhas únicas, MFA (autenticação multifator) e monitoramento de logins em massa ou feitos de locais incomuns.
Crime cibernético
Crime cibernético é qualquer conduta ilegal que usa computadores, redes ou a internet como meio ou como alvo, como o acesso não autorizado a sistemas, o roubo de dados, a fraude eletrônica, a extorsão com ransomware ou o roubo de identidade. No Brasil, a Lei 12.737/2012 (Lei Carolina Dieckmann) incluiu no Código Penal o crime de invasão de dispositivo informático.
Criptografia
Criptografia é o processo que converte a informação em um código ilegível, que só pode ser lido por quem tem a chave correta. Se alguém roubar um notebook com o disco criptografado ou interceptar um arquivo criptografado, verá apenas caracteres sem sentido. Por isso, ela é a base para proteger dados armazenados e dados em trânsito.
Criptografia de ponta a ponta
Criptografia de ponta a ponta (E2EE, end-to-end encryption) é um método que protege uma mensagem ou arquivo para que apenas o remetente e o destinatário possam lê-lo, porque as chaves para descriptografá-lo ficam somente nos dispositivos deles. Nem o provedor do serviço consegue ver o conteúdo. É usada por aplicativos como WhatsApp e Signal e por ferramentas corporativas de compartilhamento de arquivos sensíveis.
Cryptojacking
Cryptojacking é o uso não autorizado dos computadores ou servidores de uma empresa para minerar criptomoedas em benefício de terceiros. Normalmente não rouba dados, mas consome processamento e energia elétrica, deixa os equipamentos lentos e costuma ser sinal de que alguém já tem acesso à rede ou à nuvem da empresa.
CSP (provedor de serviços de nuvem)
Um CSP (cloud service provider, ou provedor de serviços de nuvem) é a empresa que oferece infraestrutura, plataformas ou software pela internet sob demanda, como Microsoft Azure, Amazon Web Services ou Google Cloud. No ecossistema da Microsoft, a sigla tem outro significado: Cloud Solution Provider, o programa de parceiros autorizados a vender e administrar as assinaturas de nuvem do cliente. Em desenvolvimento web, a mesma sigla designa a Content Security Policy, um cabeçalho de segurança de sites, que é outro assunto.
CSPM (gestão da postura de segurança na nuvem)
CSPM (cloud security posture management, gestão da postura de segurança na nuvem) é uma ferramenta que revisa de forma contínua a configuração das suas contas no Azure, na AWS ou em outras nuvens e avisa sobre erros que deixam dados expostos, como um bucket de armazenamento aberto ao público ou permissões excessivas. Ela compara a configuração com boas práticas e normas e sugere como corrigi-la.
CTEM (gestão contínua da exposição a ameaças)
CTEM (continuous threat exposure management, ou gestão contínua da exposição a ameaças) é um programa, definido pelo Gartner, que avalia de forma permanente tudo o que uma empresa expõe aos atacantes, prioriza o que é realmente explorável e valida se as correções funcionam. Segue cinco etapas: escopo, descoberta, priorização, validação e mobilização.
Cyber kill chain (cadeia de ataque)
A cyber kill chain é um modelo criado pela Lockheed Martin que divide um ataque cibernético em sete fases: reconhecimento, armamento, entrega, exploração, instalação, comando e controle, e ações sobre o objetivo. Ela ajuda a entender em que ponto um ataque está e a interrompê-lo o mais cedo possível na cadeia.
D
Dados pessoais e dados pessoais sensíveis
Dado pessoal é qualquer informação que identifica ou pode identificar uma pessoa, como nome, CPF, e-mail ou telefone. Dados pessoais sensíveis são os que, se mal usados, podem levar à discriminação: origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização religiosa, filosófica ou política, saúde, vida sexual e dados genéticos ou biométricos. A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) exige regras mais rígidas para tratá-los.
Dark web e deep web
Deep web é toda a parte da internet que os buscadores não indexam, como seu e-mail, seu internet banking ou o sistema interno da sua empresa. Dark web é uma pequena parte da deep web, acessível só com navegadores especiais como o Tor, onde se negociam credenciais e bases de dados roubadas.
Data center (centro de dados)
Um data center, ou centro de dados, é uma instalação projetada para abrigar servidores, armazenamento e equipamentos de rede com energia de backup, refrigeração, conectividade redundante e segurança física. Pode ser próprio, um espaço alugado em uma instalação compartilhada (colocation) ou o de um provedor de nuvem como Azure ou AWS.
DDoS (negação de serviço distribuída)
Um ataque DDoS (negação de serviço distribuída) satura um site ou serviço com tráfego enviado de milhares de equipamentos ao mesmo tempo, até deixá-lo fora do ar. Seu objetivo é interromper a operação e, com frequência, extorquir a vítima para que o ataque pare.
Deepfake
Deepfake é um vídeo, áudio ou imagem gerado com inteligência artificial que imita o rosto ou a voz de uma pessoa real com um realismo difícil de distinguir. Nas empresas, é usado em golpes em que o criminoso se passa por outra pessoa, como uma ligação com a voz do CEO pedindo um Pix ou uma transferência urgente.
Defesa em profundidade
Defesa em profundidade é uma estratégia que protege a empresa com várias camadas de segurança independentes, para que, se uma falhar, outra detenha o ataque. Combina, por exemplo, firewall, MFA (autenticação multifator), antivírus, segmentação de rede, backups e monitoramento, assim como um castelo combina muralhas, fosso e guardas.
DevSecOps
DevSecOps é a prática de integrar a segurança em cada etapa do desenvolvimento e da operação de software, em vez de verificá-la só no final. Une desenvolvimento (dev), segurança (sec) e operações (ops) com testes automáticos de código, revisão de dependências e controles na nuvem, para corrigir falhas enquanto ainda são baratas de resolver.
DLP (prevenção contra perda de dados)
DLP (data loss prevention, ou prevenção contra perda de dados) é o conjunto de ferramentas e regras que impede que informações sensíveis saiam da empresa sem autorização, seja por e-mail, pendrive, nuvem ou aplicativos de mensagem. Classifica os dados e, ao detectar uma tentativa de vazamento, bloqueia o envio ou registra o evento.
DMZ (zona desmilitarizada)
DMZ (demilitarized zone, ou zona desmilitarizada) é um segmento de rede separado da rede interna onde ficam os servidores que precisam ser acessíveis pela internet, como o site ou o servidor de e-mail. Se alguém comprometer um desses servidores, as regras do firewall dificultam que o invasor avance direto para os equipamentos e dados internos da empresa.
DNS (sistema de nomes de domínio)
O DNS (Domain Name System, ou sistema de nomes de domínio) é o serviço que traduz nomes fáceis de lembrar, como tecnetone.com, nos endereços IP numéricos que os computadores usam para se encontrar. Funciona como a agenda de contatos da internet: se o DNS falhar ou for manipulado, os usuários não chegam ao site correto.
Doxxing
Doxxing é a publicação deliberada de dados pessoais de alguém, como endereço, telefone ou local de trabalho, reunidos em fontes públicas ou vazadas, com a intenção de intimidar ou expor essa pessoa. Para as empresas, é um risco direto para diretores e porta-vozes.
DPO (encarregado de dados)
O DPO (data protection officer), que a LGPD chama de encarregado pelo tratamento de dados pessoais, é a pessoa ou empresa indicada para ser o canal de comunicação entre a organização, os titulares dos dados e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Também orienta os colaboradores sobre as práticas de proteção de dados e acompanha o cumprimento da lei.
DRaaS (recuperação de desastres como serviço)
DRaaS (disaster recovery as a service, ou recuperação de desastres como serviço) é um serviço em que um fornecedor replica seus servidores na nuvem dele e pode ligá-los lá, muitas vezes em minutos, se o seu ambiente principal falhar por um ransomware, uma queda de energia ou um desastre. Evita a necessidade de manter um segundo data center próprio.
Drive-by download
Um drive-by download é o download de malware que acontece só por visitar uma página web comprometida, sem que o usuário clique ou aceite nada. Ele aproveita vulnerabilidades do navegador ou de seus plug-ins; por isso, manter o software atualizado é a principal defesa.
DRPS (proteção contra riscos digitais)
DRPS (digital risk protection services, ou serviços de proteção contra riscos digitais) é um serviço que monitora a internet, as redes sociais, as lojas de aplicativos e a dark web em busca de ameaças contra uma marca, como sites falsos, perfis que se passam por ela ou credenciais vazadas, e cuida da remoção. Protege o que está fora do perímetro da empresa.
DSPM (gestão da postura de segurança de dados)
DSPM (data security posture management, ou gestão da postura de segurança de dados) é uma abordagem e uma categoria de ferramenta que descobre onde estão os dados sensíveis na nuvem e nos sistemas locais, classifica esses dados e revisa quem tem acesso a eles. Por exemplo, detecta uma cópia da base de clientes exposta publicamente em um armazenamento em nuvem.
Dupla e tripla extorsão
Dupla extorsão é uma tática de ransomware em que os atacantes roubam uma cópia das informações antes de criptografá-las e ameaçam publicá-las se a empresa não pagar. A tripla extorsão acrescenta uma terceira pressão, como ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) ou mensagens diretas a clientes e parceiros da vítima. Ter backups não elimina o risco de vazamento.
Dwell time (tempo de permanência)
Dwell time (tempo de permanência) é o tempo que um atacante passa dentro de uma rede, da invasão inicial até o momento em que a organização o detecta. Quanto mais longo, mais oportunidade ele tem de se mover lateralmente, roubar dados ou preparar um ransomware. É reduzido com monitoramento contínuo e threat hunting (busca proativa de ameaças).
E
EDR (detecção e resposta em endpoints)
EDR (endpoint detection and response, ou detecção e resposta em endpoints) é um agente instalado em computadores e servidores que observa o comportamento de cada programa e, ao detectar atividade suspeita, pode isolar o equipamento da rede. Vai além do antivírus porque registra o que aconteceu e permite investigar o incidente depois.
Eliminação segura de dados
Eliminação segura de dados é a remoção de informações de discos, celulares ou servidores de forma que não possam ser recuperadas, nem com ferramentas forenses, por exemplo sobrescrevendo a mídia ou destruindo-a fisicamente, seguindo padrões como o NIST SP 800-88. É indispensável antes de vender, reciclar ou devolver equipamentos, porque apagar arquivos ou formatar não basta.
Endereço IP
Um endereço IP (Internet Protocol, ou protocolo de internet) é o número que identifica cada dispositivo conectado a uma rede, como um notebook, um servidor ou um celular, para que os dados cheguem ao lugar certo. Pode ser público, o que a internet enxerga, ou privado, usado dentro da rede da empresa, e existe em duas versões: IPv4 e IPv6.
Endpoint
Endpoint é qualquer dispositivo que se conecta à rede da sua empresa e no qual alguém trabalha ou processa informações: notebooks, desktops, celulares, tablets e servidores. Cada endpoint é uma possível porta de entrada, por isso é protegido com antivírus, EDR (detecção e resposta em endpoints) e políticas de gestão.
Engenharia social
Engenharia social é o conjunto de técnicas para enganar uma pessoa e conseguir que ela entregue informações ou libere um acesso. Explora a confiança, a urgência ou a autoridade em vez de uma falha técnica, e o phishing é sua forma mais comum.
EOL (fim do suporte)
EOL (end of life), ou fim do suporte, é a data em que o fabricante deixa de publicar atualizações e patches de segurança para um software ou equipamento. O produto segue funcionando, mas novas falhas não são mais corrigidas. O Windows 10, por exemplo, chegou a essa etapa em 14 de outubro de 2025, exceto para quem contratou as atualizações de segurança estendidas (ESU).
EPP (plataforma de proteção de endpoints)
EPP (endpoint protection platform, plataforma de proteção de endpoints) é uma solução que previne ameaças nos computadores, servidores e celulares de uma empresa com antivírus de nova geração, controle de dispositivos e firewall do equipamento, administrados a partir de um console central. Diferente do EDR (detecção e resposta em endpoints), seu foco é bloquear o ataque antes que ele aconteça.
Escalonamento de privilégios
Escalonamento de privilégios é a técnica com que um atacante que entrou com uma conta limitada consegue permissões mais altas, como as de administrador, aproveitando uma vulnerabilidade ou uma configuração incorreta. É uma etapa-chave em muitos ataques graves, porque com permissões de administrador ele pode desativar defesas e chegar aos dados críticos.
Esteganografia
Esteganografia é a técnica de esconder uma mensagem ou um arquivo dentro de outro aparentemente inofensivo, como uma imagem, um áudio ou um documento, para que ninguém perceba que ele existe. Diferente da criptografia, que torna o conteúdo ilegível, a esteganografia esconde que há algo ali; atacantes a usam para infiltrar malware ou tirar dados sem serem detectados.
Exercício tabletop (simulação de mesa)
Um exercício tabletop é uma simulação de mesa em que o comitê de crise, a TI, o jurídico e a comunicação percorrem passo a passo um incidente fictício, como um ransomware que criptografa o sistema de faturamento, para testar o plano de resposta sem mexer em sistemas reais. Um facilitador apresenta o cenário por etapas e, no final, a equipe documenta falhas, responsáveis e melhorias.
Exfiltração de dados
A exfiltração de dados é a transferência não autorizada de informações da rede de uma organização para um destino controlado pelo atacante. Costuma ser a última fase de uma invasão e se disfarça de tráfego normal (e-mail, nuvem, DNS) para passar despercebida; detectá-la a tempo é o que pode impedir que uma invasão termine em vazamento de dados.
Exploit
Exploit é um programa ou sequência de instruções que aproveita uma vulnerabilidade específica de um software para executar código ou assumir o controle de um sistema. É a ponte entre uma vulnerabilidade, conhecida ou não (zero-day), e um ataque real.
F
Fadiga de alertas
Fadiga de alertas é o desgaste que os analistas de segurança sofrem quando recebem mais alertas do que conseguem revisar, muitos deles falsos positivos. O volume reduz a atenção e aumenta a chance de deixar passar um incidente real no meio do ruído. Ela diminui ajustando as regras de detecção, correlacionando eventos, eliminando alertas duplicados e automatizando parte da triagem.
Fadiga de MFA
Fadiga de MFA (autenticação multifator) é um ataque em que alguém que já tem a senha da vítima envia várias solicitações de aprovação ao celular dela até que a pessoa aceite uma por cansaço ou confusão. Também é chamada de bombardeio de MFA. É mitigada com correspondência de números (number matching), limites de tentativas e métodos resistentes a phishing, como as passkeys.
Failover e failback
Failover é a troca da operação de um sistema principal para um sistema reserva quando o primeiro falha, de forma automática ou manual, para que o serviço continue disponível. Failback é o retorno ordenado ao sistema principal já recuperado, sincronizando os dados gerados durante a contingência. Por exemplo, o faturamento passa para uma réplica na nuvem e depois volta ao servidor local.
Falso positivo e falso negativo
Falso positivo é um alerta de segurança que aponta uma ameaça que na verdade não existe, como um arquivo legítimo marcado como malware. Falso negativo é o contrário e mais perigoso: uma ameaça real que passa sem gerar alerta. Ajustar as regras para reduzir os dois é um trabalho constante de um centro de operações de segurança (SOC).
Firewall
Um firewall é um sistema que analisa o tráfego que entra e sai da sua rede e decide quais conexões permitir e quais bloquear, de acordo com regras definidas. Funciona como a portaria de um prédio: deixa passar quem tem autorização e barra o que não cumpre as regras.
Forense digital
A forense digital é a investigação técnica de um incidente para reconstruir o que aconteceu: por onde os invasores entraram, o que acessaram e quando. Ela preserva as evidências para que tenham valor em uma auditoria, junto à seguradora ou em um processo judicial.
FWaaS (firewall como serviço)
Firewall como serviço (FWaaS, firewall as a service) é um firewall entregue por um fornecedor a partir da nuvem para filtrar o tráfego de filiais, usuários remotos e aplicações sem instalar um equipamento em cada escritório. Costuma incluir funções de firewall de nova geração (NGFW) e faz parte do modelo SASE (Secure Access Service Edge). Assim, uma empresa com filiais aplica uma única política.
G
GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados)
O GDPR (General Data Protection Regulation, ou Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) é a lei da União Europeia que regula como os dados pessoais de pessoas na UE são tratados e protegidos. Ele também se aplica a empresas brasileiras que oferecem bens ou serviços a pessoas na Europa ou monitoram o comportamento delas, e prevê multas de até 4% do faturamento anual global. No Brasil, a norma de referência é a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Lei 13.709/2018), inspirada no GDPR e fiscalizada pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).
Gerenciador de senhas
Gerenciador de senhas é um aplicativo que guarda todas as suas senhas criptografadas e as preenche por você, para que só seja preciso lembrar uma senha mestra. Permite usar uma senha longa e diferente em cada serviço.
Gestão de mudanças
Gestão de mudanças, também chamada de controle de mudanças, é o processo para planejar, avaliar, aprovar e documentar qualquer alteração em sistemas, redes ou aplicações de uma empresa antes de aplicá-la. Seu objetivo é evitar interrupções e brechas de segurança. Por exemplo, uma atualização do firewall é agendada em uma janela combinada, com testes prévios e um plano para revertê-la.
Gestão de riscos de terceiros (TPRM)
Gestão de riscos de terceiros (TPRM, third-party risk management) é o processo para identificar, avaliar e acompanhar os riscos de segurança trazidos por fornecedores, parceiros e prestadores de serviço com acesso aos dados ou sistemas de uma empresa. Inclui questionários de segurança, cláusulas contratuais e revisões periódicas, por exemplo do fornecedor de folha de pagamento que trata dados pessoais dos colaboradores.
Governança de dados
Governança de dados é o conjunto de políticas, papéis e processos que define quem é responsável por cada dado em uma empresa, como ele é classificado, quem pode usá-lo e por quanto tempo é guardado. Ela garante que a informação seja confiável, segura e esteja em conformidade com a legislação, e é a base para projetos de análise de dados e inteligência artificial.
GRC (governança, riscos e conformidade)
GRC (governança, riscos e conformidade) é a forma de gerir em conjunto três frentes que costumam ser tratadas separadamente: quem decide e com quais políticas, quais riscos o negócio enfrenta e quais leis e normas ele precisa cumprir. Com as três integradas, a empresa evita controles duplicados e responde com mais facilidade a auditorias, clientes e órgãos reguladores.
H
Hacker de chapéu branco, preto e cinza
Um hacker de chapéu branco (white hat) testa a segurança de um sistema com autorização e relata o que encontra; um de chapéu preto (black hat) ataca sem permissão para obter vantagem; e o de chapéu cinza (gray hat) entra sem autorização, mas sem intenção de causar dano, às vezes para avisar sobre a falha. O pentest é o trabalho do chapéu branco: o mesmo método do atacante, com permissão e com relatório.
Hacktivismo
Hacktivismo é o uso de ataques cibernéticos para promover uma causa política, social ou ideológica, por exemplo sobrecarregando sites com ataques DDoS (negação de serviço distribuída), desfigurando páginas web ou vazando documentos de governos e empresas. Grupos como o Anonymous o popularizaram, e ele costuma se intensificar em torno de conflitos e eventos de grande repercussão.
Hardening
Hardening é o processo de reduzir a superfície de ataque de um sistema, removendo os serviços e as portas que não são necessários e aplicando configurações seguras com o mínimo de permissões. É a base sobre a qual funcionam os demais controles de segurança.
Hash
Um hash é um resumo de tamanho fixo, como uma impressão digital, calculado a partir de qualquer dado (um arquivo, uma senha, uma mensagem) com uma função matemática de mão única: a partir do hash não é possível recuperar o dado original. Ele é usado para guardar senhas sem armazená-las em texto claro e para comprovar que um arquivo não foi alterado. Em programação, o termo também aparece em estruturas como a tabela hash, que usam a mesma ideia para organizar dados.
Honeypot
Honeypot é um sistema isca que imita um servidor, um banco de dados ou um serviço real para atrair atacantes e registrar como eles agem. Como nenhum usuário legítimo tem motivo para usá-lo, qualquer interação com ele é um alerta confiável. Por exemplo, um servidor falso chamado folha de pagamento dentro da rede avisa se alguém explora os recursos internos.
HTTPS
HTTPS (protocolo seguro de transferência de hipertexto) é a versão criptografada do HTTP, o protocolo com que um navegador e um site trocam informações. Usa criptografia TLS (segurança da camada de transporte) para que ninguém no meio do caminho leia ou altere dados como senhas e formulários. O cadeado do navegador indica que a conexão é criptografada, não que o site seja confiável.
I
IaaS, PaaS e SaaS
IaaS, PaaS e SaaS são os três modelos de serviço em nuvem. IaaS (infraestrutura como serviço) entrega servidores, rede e armazenamento que você administra. PaaS (plataforma como serviço) entrega a plataforma para publicar aplicações sem gerenciar servidores. SaaS (software como serviço) entrega o software pronto para usar por assinatura, como o Microsoft 365.
IAM (gestão de identidades e acessos)
IAM (Identity and Access Management, gestão de identidades e acessos) é o conjunto de processos e ferramentas que controla quem é cada usuário, o que ele pode acessar e com quais permissões, desde a entrada na empresa até a saída. Inclui a criação e a remoção de contas quando alguém entra ou sai, perfis de acesso, autenticação multifator (MFA) e revisão periódica de acessos.
IDS e IPS (detecção e prevenção de intrusão)
IDS e IPS são sistemas que vigiam o tráfego de rede ou a atividade de um equipamento em busca de padrões de ataque. O IDS (intrusion detection system, sistema de detecção de intrusão) gera alertas; o IPS (intrusion prevention system, sistema de prevenção de intrusão) fica no caminho do tráfego e bloqueia o que é malicioso. Costumam vir integrados aos firewalls de nova geração (NGFW).
Incidente de segurança
Um incidente de segurança é qualquer evento que compromete ou ameaça a confidencialidade, a integridade ou a disponibilidade das informações ou dos sistemas de uma empresa, como um acesso não autorizado, um ransomware ou a perda de um notebook com dados. Nem todo alerta é um incidente: ele passa a ser quando se confirma um dano real ou provável.
Infostealer
Infostealer é um tipo de malware feito para roubar informações guardadas no equipamento, principalmente senhas do navegador, cookies de sessão, dados de cartão e carteiras de criptomoedas, e enviá-las ao atacante, muitas vezes segundos após a infecção. Essas credenciais são vendidas na dark web e são uma porta de entrada frequente para ataques de ransomware.
Infraestrutura crítica
Infraestrutura crítica é o conjunto de sistemas, redes e instalações cuja interrupção afetaria serviços essenciais para a população, a economia ou a segurança de um país, como energia, água, telecomunicações, transporte, saúde e serviços financeiros. Muitos desses setores operam com tecnologia operacional (OT), os sistemas que controlam equipamentos físicos, por isso sua proteção exige monitoramento contínuo e planos de continuidade.
IOC (indicadores de comprometimento)
IOCs (indicators of compromise, ou indicadores de comprometimento) são os rastros que um ataque deixa e que permitem detectá-lo ou confirmá-lo, como um endereço IP malicioso, um domínio suspeito, o hash de um arquivo de malware ou uma alteração incomum no registro do Windows. As equipes de segurança os compartilham e carregam nas suas ferramentas para encontrar ataques em andamento.
IoT (internet das coisas)
IoT (Internet of Things, ou internet das coisas) é o conjunto de dispositivos conectados à rede que não são computadores tradicionais: câmeras, sensores, impressoras, controladores industriais, equipamentos médicos ou eletrodomésticos. Eles costumam vir com senhas de fábrica e receber poucas atualizações, por isso ampliam a superfície de ataque da empresa quando não são isolados e monitorados.
ISO 22301
A ISO 22301 é a norma internacional que define os requisitos de um sistema de gestão de continuidade de negócios (SGCN), ou seja, como uma empresa se prepara para continuar operando diante de uma interrupção e se recuperar depois. É certificável e inclui análise de impacto nos negócios, planos de continuidade e testes periódicos, como simular a queda do data center principal.
ISO 27001
ISO 27001 é a norma internacional que define como criar, operar e melhorar um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI). Ela exige analisar riscos, escolher controles do Anexo A e comprovar isso em auditorias; uma empresa certificada demonstra a clientes e parceiros que protege suas informações com um método verificável.
ISO 27002
ISO 27002 é a norma internacional que explica como aplicar os controles de segurança da informação listados no Anexo A da ISO 27001. A versão de 2022 descreve 93 controles agrupados em quatro temas: organizacionais, de pessoas, físicos e tecnológicos, com orientações práticas para implementar cada um.
ISO 27005
A ISO/IEC 27005 é a norma internacional que orienta a gestão de riscos de segurança da informação: como identificá-los, analisá-los, avaliá-los e tratá-los. Complementa a ISO/IEC 27001, que exige a gestão de riscos, mas não detalha o método. Por exemplo, ajuda a decidir se um servidor obsoleto será atualizado, isolado ou terá seu risco aceito de forma documentada.
ISO 27701
A ISO/IEC 27701 é uma norma internacional para gerenciar a privacidade dos dados pessoais dentro de uma organização. Nasceu como extensão da ISO/IEC 27001 e acrescenta controles para quem decide sobre os dados (controlador) e para quem os trata em nome dele (operador). Serve como evidência de boas práticas diante de leis de privacidade, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).
ISO 31000
A ISO 31000 é a norma internacional que traz diretrizes para gerenciar qualquer tipo de risco em uma organização, seja financeiro, operacional, legal ou tecnológico. Define princípios, uma estrutura e um processo para identificar, analisar, avaliar e tratar riscos. Diferente da ISO/IEC 27001, não é certificável; em segurança da informação costuma ser complementada pela ISO/IEC 27005.
ITDR (detecção e resposta a ameaças de identidade)
ITDR (Identity Threat Detection and Response, detecção e resposta a ameaças de identidade) é o conjunto de ferramentas e práticas que monitoram os sistemas de identidade, como o Active Directory ou o Microsoft Entra ID, para detectar e conter o abuso de contas. Identifica sinais como viagem impossível, escalonamento de privilégios ou ataques de Kerberoasting e permite desativar a conta ou revogar suas sessões.
ITIL
ITIL (Information Technology Infrastructure Library) é um framework de boas práticas amplamente adotado para gerenciar serviços de TI: descreve como planejar, entregar, dar suporte e melhorar os serviços com processos como gestão de incidentes, de problemas, de mudanças e de níveis de serviço. Não é uma norma certificável para empresas, e sim um guia que cada organização adapta.
ITSM e help desk
ITSM (IT service management, ou gerenciamento de serviços de TI) é a forma de organizar como a área de TI entrega e dá suporte aos seus serviços, com processos claros para registrar incidentes, atender solicitações e gerenciar mudanças. O help desk, ou central de atendimento, é o ponto único de contato onde os usuários relatam problemas e acompanham cada caso por chamados.
J
K
Keylogger
Keylogger é um programa ou dispositivo que registra cada tecla pressionada em um equipamento e envia o que capturou ao atacante. É assim que se roubam senhas, números de cartão e conversas sem que a vítima perceba.
KPI e KRI de segurança da informação
KPI (key performance indicators, indicadores-chave de desempenho) e KRI (key risk indicators, indicadores-chave de risco) são as métricas com que uma empresa mede sua segurança da informação. Os KPI mostram se os controles funcionam bem, como o tempo médio de resposta a incidentes; os KRI antecipam riscos, como a porcentagem de equipamentos sem patches críticos.
L
LAN e WAN
LAN e WAN são dois tipos de rede: a LAN (local area network, ou rede local) conecta os equipamentos de um mesmo lugar, como um escritório, e a WAN (wide area network, ou rede de longa distância) une várias LANs distantes, como as filiais de uma empresa e a nuvem. A LAN costuma ser própria e rápida; a WAN usa links contratados de operadoras.
Latência e largura de banda
Latência é o tempo que um dado leva para ir de um ponto a outro da rede, e largura de banda é a quantidade de dados que uma conexão transporta ao mesmo tempo. Se a rede fosse uma rodovia, a largura de banda seriam as faixas e a latência, o tempo de viagem; juntas, explicam por que uma videochamada trava ou um sistema fica lento.
LDAP e Kerberos
LDAP (Lightweight Directory Access Protocol, ou protocolo leve de acesso a diretórios) é o padrão para consultar e atualizar o diretório de usuários, computadores e grupos de uma empresa, como o Active Directory. Kerberos é o protocolo que verifica a identidade dos usuários com tíquetes criptografados, sem que senhas trafeguem pela rede. Juntos, sustentam o login em domínios Windows.
Lei SOX (Sarbanes-Oxley)
A Lei SOX (Sarbanes-Oxley) é uma lei dos Estados Unidos que obriga as empresas com ações negociadas nas bolsas americanas a garantir que suas informações financeiras sejam confiáveis, com controles internos auditáveis. Ela também alcança as subsidiárias dessas empresas no Brasil e, em TI, se traduz em controles de acesso, gestão de mudanças e registros sobre os sistemas financeiros. A SOX trata da informação financeira; para dados pessoais, a lei de referência no Brasil é a LGPD.
LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)
A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Lei nº 13.709/2018) é a lei brasileira que define como empresas e órgãos públicos podem tratar dados de pessoas físicas, da coleta ao descarte. Vale para qualquer organização que trate dados pessoais no Brasil, de clientes a colaboradores, e é fiscalizada pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).
Lista branca e lista negra (allowlist e blocklist)
Em segurança da informação, lista negra (blocklist) é um registro de itens bloqueados por serem considerados maliciosos ou indesejados, como endereços IP, domínios, remetentes de e-mail ou aplicativos. A lista branca (allowlist) funciona ao contrário: só permite o que foi autorizado e bloqueia todo o resto. Por exemplo, um servidor de folha de pagamento pode aceitar conexões apenas dos equipamentos do Financeiro.
Living off the land (LotL)
Living off the land (LotL) é uma técnica de ataque em que o criminoso usa ferramentas legítimas já instaladas no sistema, como PowerShell, WMI (Windows Management Instrumentation) ou certutil, em vez de instalar um malware próprio. Como essas ferramentas são confiáveis, o antivírus tradicional raramente as bloqueia, e a detecção depende de identificar comportamento anômalo, como PowerShell codificado de madrugada.
LLM (grande modelo de linguagem)
LLM (large language model, grande modelo de linguagem) é um sistema de inteligência artificial treinado com enormes volumes de texto para compreender e gerar linguagem, como os modelos por trás do ChatGPT ou do Microsoft Copilot. Nas empresas, é usado para redigir, resumir ou consultar documentos, por isso convém definir quais dados são compartilhados com ele e quem pode acessar suas respostas.
Logs (registros de eventos)
Logs, ou registros de eventos, são os arquivos em que sistemas, aplicações e equipamentos de rede anotam automaticamente o que acontece: logins, erros, mudanças de configuração ou conexões. Em segurança da informação, são a evidência para detectar ataques e investigar incidentes; por isso, são centralizados em um SIEM (gerenciamento de informações e eventos de segurança) e guardados por um prazo definido.
M
Malvertising
Malvertising (publicidade maliciosa) é o uso de anúncios on-line para distribuir malware ou levar a vítima a um site fraudulento. Os anúncios entram por redes de publicidade legítimas, então podem aparecer em portais de notícias ou sites conhecidos sem que o próprio site saiba.
Malware
Malware é qualquer programa criado para causar dano a um sistema ou roubar informações sem permissão do dono. A palavra vem de malicious software (software malicioso) e inclui vírus, cavalos de Troia, ransomware, spyware, worms e keyloggers, que se diferenciam pela forma como entram e pelo que fazem depois.
Malware sem arquivo (fileless)
Malware sem arquivo (fileless) é aquele que não deixa um arquivo executável no disco: roda na memória e aproveita ferramentas legítimas do sistema, como PowerShell ou WMI, para fazer seu trabalho. Por isso escapa do antivírus tradicional, que procura arquivos, e é mais bem detectado por um EDR (detecção e resposta em endpoints), que analisa comportamentos.
MAM (gerenciamento de aplicativos móveis)
MAM (mobile application management, ou gerenciamento de aplicativos móveis) é o controle dos aplicativos corporativos e de seus dados em um celular ou tablet, sem gerenciar o dispositivo inteiro. Permite exigir um PIN, impedir que informações sejam copiadas para apps pessoais e apagar apenas os dados da empresa. É comum em políticas de BYOD (bring your own device, ou traga seu próprio dispositivo).
Matriz de riscos
Uma matriz de riscos é uma tabela que cruza a probabilidade de um evento acontecer com o impacto que ele teria, para posicionar cada risco em um nível, por exemplo baixo, médio, alto ou crítico. Ela permite comparar riscos diferentes com o mesmo critério e decidir quais tratar primeiro.
MDM, EMM e UEM
MDM, EMM e UEM são três gerações da mesma ideia: administrar os dispositivos da empresa a partir de um console. O MDM (mobile device management) controla celulares e tablets; o EMM (enterprise mobility management) inclui aplicativos e conteúdo; o UEM (unified endpoint management) soma também notebooks e desktops. BYOD (bring your own device) é a política que permite usar aparelhos pessoais sob essas regras.
MDR (detecção e resposta gerenciadas)
MDR (managed detection and response, ou detecção e resposta gerenciadas) é um serviço em que um fornecedor monitora os equipamentos da empresa 24 horas por dia e cuida dos alertas, da investigação até a contenção do incidente. Combina a tecnologia de EDR (detecção e resposta em endpoints) com analistas humanos e costuma ser contratado por equipamento protegido.
MFA (autenticação multifator)
A MFA (autenticação multifator) pede duas ou mais provas de identidade para entrar em um sistema: algo que você sabe (a senha), algo que você tem (o celular ou uma chave de segurança) ou algo que você é (a impressão digital). Bloqueia a maioria dos acessos feitos com senhas roubadas.
Microsoft Defender
Microsoft Defender é a família de soluções de segurança da Microsoft que protege equipamentos, e-mail, identidades e nuvem: Defender for Endpoint, for Office 365, for Identity e for Cloud, entre outras. Seus alertas se concentram no portal do Microsoft Defender (Defender XDR), e várias vêm incluídas em planos como o Microsoft 365 Business Premium ou o E5.
Microsoft Entra ID (antigo Azure AD)
Microsoft Entra ID, antes chamado Azure Active Directory, é o serviço de identidade em nuvem da Microsoft que controla quem pode fazer login no Microsoft 365, no Azure e em milhares de aplicativos. Ele permite aplicar MFA (autenticação multifator), acesso condicional e login único (SSO), e é a base da segurança de identidades em um ambiente Microsoft.
Microsoft Intune
Microsoft Intune é o serviço em nuvem da Microsoft para gerenciar e proteger os computadores, celulares e tablets de uma empresa a partir de um único console. Permite instalar aplicativos, aplicar configurações de segurança, exigir criptografia e apagar remotamente um equipamento perdido, e está incluído em planos como o Microsoft 365 Business Premium.
Microsoft Secure Score
Microsoft Secure Score (Classificação de Segurança da Microsoft) é uma medição disponível no portal do Microsoft Defender que expressa, em porcentagem, o quanto a configuração de segurança de um locatário (tenant) do Microsoft 365 segue as recomendações do fabricante. Cada ação sugerida, como ativar a MFA (autenticação multifator) para todos os usuários, soma pontos ao ser concluída. É uma referência de configuração, não uma certificação.
Microsoft Sentinel
Microsoft Sentinel é a plataforma em nuvem da Microsoft que funciona como SIEM (gerenciamento de informações e eventos de segurança) e SOAR (orquestração, automação e resposta de segurança). Reúne logs do Microsoft 365, Azure, firewalls e outras fontes, detecta ameaças com regras e análise de comportamento e automatiza respostas. Antes se chamava Azure Sentinel, e suas consultas usam a linguagem KQL (Kusto Query Language).
Migração para a nuvem
Migração para a nuvem é o processo de levar servidores, aplicativos e dados de uma empresa dos equipamentos próprios para plataformas como Microsoft Azure ou AWS. Pode ser feita sem alterações (lift and shift), adaptando os aplicativos ou redesenhando-os, e exige planejar segurança, custos e continuidade para não interromper a operação.
MITRE ATT&CK
MITRE ATT&CK (Adversarial Tactics, Techniques and Common Knowledge) é uma base de conhecimento pública que organiza as táticas e técnicas usadas por atacantes reais, desde como entram até como roubam informações. As equipes de segurança a usam como linguagem comum para criar detecções, avaliar ferramentas e medir a cobertura das suas defesas.
Modelagem de ameaças (threat modeling)
Modelagem de ameaças (threat modeling) é um exercício estruturado para identificar, antes de construir ou alterar um sistema, o que poderia ser atacado, como e com que impacto, e decidir quais controles evitam isso. Por exemplo, ao projetar um portal de clientes, a equipe revisa como os usuários se autenticam e por onde trafegam seus dados. Convém repeti-lo a cada mudança no sistema.
Modelo de risco
Um modelo de risco é o método com que uma organização identifica seus ativos, as ameaças que os afetam, a probabilidade de ocorrerem e o impacto que teriam, para decidir o que proteger primeiro e quanto investir. É o ponto de partida de normas como a ISO 27001 e da análise de riscos exigida por um SGSI (sistema de gestão de segurança da informação).
Modelo OSI
O modelo OSI (open systems interconnection) é um modelo de referência que divide a comunicação entre computadores em sete camadas, do meio físico, como o cabo (camada 1), até a camada de aplicação, a mais próxima do programa que a pessoa usa (camada 7). Ele serve para entender onde ocorre um problema de rede e em qual camada atua cada controle de segurança, por exemplo um firewall ou um WAF (web application firewall, que protege aplicações web).
Monitoramento da dark web
Monitoramento da dark web é a busca contínua, em fóruns, mercados e canais clandestinos, por informações roubadas de uma empresa, como credenciais de colaboradores, bancos de dados ou acessos à rede colocados à venda. Detectar isso a tempo permite trocar senhas e encerrar acessos antes que sejam usados em um ataque.
Monitoramento de ameaças externas (ciberpatrulhamento)
Monitoramento de ameaças externas, que na TecnetOne chamamos de ciberpatrulhamento, é a vigilância contínua da internet, das redes sociais, de fóruns e da dark web para identificar cedo ameaças contra uma empresa, como venda de acessos, vazamento de dados, fraudes com a marca ou planos de ataque. Funciona como uma ronda digital fora da rede da empresa.
Movimento lateral
Movimento lateral é a etapa de um ataque em que o invasor, depois de entrar por um computador, avança para outros computadores e servidores da mesma rede em busca de contas com mais permissões ou de informações valiosas. Detectá-lo a tempo permite conter o incidente antes que ele chegue aos sistemas críticos.
MPLS
MPLS (multiprotocol label switching, ou comutação de rótulos multiprotocolo) é uma tecnologia que as operadoras de telecomunicações usam para criar redes privadas entre as filiais de uma empresa, direcionando o tráfego com rótulos em vez de buscar a rota a cada salto. Oferece qualidade de serviço previsível, embora hoje muitas empresas o combinem ou substituam por SD-WAN.
MSSP (provedor de serviços de segurança gerenciados)
Um MSSP (Managed Security Service Provider, ou provedor de serviços de segurança gerenciados) é uma empresa que opera a segurança de outras por contrato: administra firewalls, antivírus, e-mail e monitoramento com equipe e ferramentas próprias. Assim, a empresa tem segurança de nível corporativo sem montar uma área interna.
MTTD, MTTA e MTTR
MTTD, MTTA e MTTR são as três métricas de tempo da resposta a incidentes de segurança. O MTTD (mean time to detect) é o tempo médio para detectar um problema; o MTTA (mean time to acknowledge), o tempo até alguém assumir o alerta e começar a atuar; e o MTTR (mean time to resolve; em alguns contextos, mean time to respond), o tempo para resolvê-lo. Quanto menores, menor tende a ser o impacto de cada incidente. Na manutenção industrial, MTTR é o tempo médio de reparo de uma máquina; neste glossário, a sigla se refere a incidentes de segurança.
N
NAC (controle de acesso à rede)
O NAC (network access control, ou controle de acesso à rede) é a tecnologia que decide quais dispositivos podem se conectar à rede da empresa e com quais permissões, conforme quem é o usuário, qual equipamento ele usa e se esse equipamento cumpre as políticas de segurança (antivírus ativo, sistema atualizado). Um notebook desconhecido ou fora do padrão fica em uma rede isolada ou sem acesso. Em segurança da informação, a sigla não tem relação com o NAC (núcleo de atendimento ao cliente) das empresas.
NDR (detecção e resposta de rede)
NDR (network detection and response, ou detecção e resposta de rede) é uma tecnologia que analisa o tráfego da rede de forma contínua para detectar comportamentos suspeitos, como movimento lateral ou comunicação com servidores maliciosos, e responder a eles. Complementa o EDR (detecção e resposta em endpoints) porque enxerga o que acontece entre os equipamentos, inclusive os que não podem receber um agente.
NGFW (firewall de próxima geração)
NGFW (next-generation firewall, ou firewall de próxima geração) é um firewall que, além de filtrar por endereços e portas, identifica os aplicativos e usuários por trás do tráfego e integra prevenção de intrusões, filtragem web e análise de malware. Permite regras mais precisas, como bloquear um aplicativo específico sem cortar todo o acesso à internet.
NIST CSF (framework de cibersegurança do NIST)
O NIST CSF (Cybersecurity Framework) é um framework de referência gratuito do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) que ajuda a organizar um programa de cibersegurança. A versão 2.0 agrupa as atividades em seis funções: governar, identificar, proteger, detectar, responder e recuperar.
NOC (centro de operações de rede)
O NOC (network operations center, ou centro de operações de rede) é a equipe que acompanha se a rede, os servidores e os serviços de uma empresa estão disponíveis e funcionando bem. Cuida de quedas, saturação e falhas de hardware. O SOC (centro de operações de segurança), por sua vez, vigia para que ninguém use esses recursos de forma indevida.
Notificação de vazamento de dados
Notificação de vazamento de dados é a obrigação de avisar as pessoas afetadas, e às vezes a autoridade, quando dados pessoais ficam expostos em um incidente de segurança, explicando o ocorrido e que medidas tomar. No Brasil, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) exige comunicar a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) e os titulares quando houver risco ou dano relevante.
Nuvem pública, privada e híbrida
A nuvem pública é a infraestrutura de um provedor, como Azure ou AWS, compartilhada por muitos clientes. A nuvem privada é dedicada a uma única organização, no data center dela ou no de um terceiro. A nuvem híbrida combina as duas, e a multinuvem usa serviços de mais de um provedor para aproveitar o melhor de cada um.
Níveis do SOC de segurança (N1, N2 e N3)
Os níveis do SOC (centro de operações de segurança) organizam o trabalho dos analistas em camadas. O N1 (tier 1) analisa cada alerta e decide se é real; o N2 investiga os casos confirmados e os contém; o N3 busca ameaças que as regras não detectaram e melhora a detecção. Cada nível escala para o seguinte o que não consegue resolver.
O
OSINT (inteligência de fontes abertas)
OSINT (open source intelligence, ou inteligência de fontes abertas) é a coleta e a análise de informações disponíveis publicamente: sites, redes sociais, registros públicos e vazamentos. Atacantes usam OSINT para preparar ataques direcionados, e as equipes de segurança, para medir o quanto uma empresa está exposta.
OT e SCADA (segurança industrial)
OT (tecnologia operacional) são os sistemas que controlam processos físicos, como linhas de produção, bombas ou subestações, e SCADA (controle supervisório e aquisição de dados) é o sistema que os supervisiona e controla a distância. A segurança deles é diferente da de TI porque uma falha não expõe só dados: pode parar a produção ou colocar pessoas em risco.
OTP (senha de uso único)
OTP (one-time password, ou senha de uso único) é um código que vale para uma única autenticação e expira em poucos minutos. É gerado por um app autenticador ou por um token físico, ou chega por SMS ou e-mail, e costuma ser o segundo fator da autenticação multifator (MFA). Os códigos enviados por SMS ficam expostos ao SIM swapping (troca fraudulenta do chip).
OWASP Top 10
O OWASP Top 10 é a lista de referência dos riscos de segurança que a fundação OWASP (Open Worldwide Application Security Project) considera mais críticos em aplicações web, atualizada a cada poucos anos com dados de testes reais. Inclui falhas como controle de acesso quebrado e injeção. Equipes de desenvolvimento e testes de intrusão (pentest) usam a lista como base de revisão.
P
PAM (gestão de acessos privilegiados)
PAM (privileged access management, ou gestão de acessos privilegiados) é a prática e a ferramenta que controlam as contas com permissões elevadas, como as de administradores de servidores ou do Microsoft 365. O PAM guarda as senhas dessas contas em um cofre e libera o acesso só quando ele é necessário, com gravação do que é feito, porque essas contas são as mais visadas em um ataque. Não confunda com o PAM do Linux (pluggable authentication modules), um mecanismo de autenticação do sistema operacional.
Passkeys e chaves de segurança (FIDO2)
Uma passkey, ou chave de acesso, é uma forma de fazer login sem senha: o dispositivo guarda uma chave criptográfica que você desbloqueia com a digital, o rosto ou um PIN. Ela se baseia no padrão FIDO2, assim como as chaves de segurança físicas tipo YubiKey, e resiste ao phishing porque só funciona no site legítimo.
Patch de segurança
Um patch de segurança é a atualização que o fabricante publica para corrigir uma vulnerabilidade no software dele. Aplicá-lo a tempo fecha a brecha antes que um atacante consiga explorá-la; a gestão de patches é o processo de fazer isso de forma organizada em todos os equipamentos, dos notebooks aos servidores.
Payload (carga útil)
O payload (carga útil) é a parte de um ataque que executa a ação danosa depois que o malware ou o exploit conseguiu entrar, como criptografar arquivos ou roubar credenciais. O vetor de entrada (um e-mail, um anexo, uma vulnerabilidade) apenas transporta o payload; o dano é feito pela carga. Em programação e APIs, payload também é o conteúdo de dados de uma requisição, sem relação com ataques.
PCI DSS
PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard) é o padrão de segurança que todas as empresas que processam, armazenam ou transmitem dados de cartões de crédito ou débito devem cumprir. Ele é mantido pelo PCI Security Standards Council (PCI SSC), criado pelas grandes bandeiras de cartão, e inclui requisitos de firewall, criptografia, controle de acesso, monitoramento e testes periódicos.
Pegada digital
Pegada digital é o rastro de informações que uma pessoa ou empresa deixa na internet: publicações, cadastros, metadados e dados vazados. Os atacantes a usam para preparar campanhas de engenharia social direcionadas.
Pentest (teste de invasão)
Um pentest, ou teste de invasão, é um ataque controlado e autorizado contra os sistemas de uma empresa para encontrar e comprovar as suas vulnerabilidades antes que um atacante real as encontre. Ele termina com um relatório de achados priorizados e de como corrigir cada um.
Pharming
Pharming é um ataque que leva as pessoas a um site falso mesmo quando digitam corretamente o endereço do site legítimo, manipulando o DNS (o sistema que traduz nomes de sites em endereços IP) ou a configuração do equipamento. Diferente do phishing, não depende de um clique em link enganoso, por isso é mais difícil de notar.
Phishing
Phishing é uma mensagem, quase sempre um e-mail, que se passa por uma empresa ou pessoa de confiança para que a vítima entregue suas senhas ou abra um arquivo malicioso. É uma das portas de entrada mais comuns de incidentes em empresas.
PKI e certificado digital
PKI (public key infrastructure, ou infraestrutura de chave pública) é o sistema de regras, autoridades certificadoras e chaves que emite e valida certificados digitais. Um certificado digital é um arquivo que funciona como um documento de identidade na internet: confirma que um site, servidor ou pessoa é quem diz ser e permite criptografar a comunicação, como no cadeado do HTTPS.
Plano de continuidade de negócios (PCN ou BCP)
Um plano de continuidade de negócios, ou PCN (em inglês, BCP, business continuity plan), define como uma empresa mantém suas operações críticas durante e depois de uma interrupção grave, como um ataque cibernético, uma enchente ou uma queda de energia. Ele abrange pessoas, processos, fornecedores e tecnologia; a recuperação de TI (DRP, plano de recuperação de desastres) é só uma parte.
Plano de recuperação de desastres (DRP)
Um plano de recuperação de desastres, ou DRP (disaster recovery plan), é o documento que define como uma empresa restaura seus sistemas, dados e operações de TI depois de um evento grave, como um ransomware, um incêndio ou a queda de um data center. Estabelece responsáveis, prioridades, procedimentos e metas de recuperação: RTO (tempo para voltar a operar) e RPO (perda de dados aceitável).
Plano de resposta a incidentes
Um plano de resposta a incidentes é o documento que define quem faz o quê, como a equipe se comunica e quais passos seguir quando ocorre um incidente de segurança. Inclui papéis, contatos, critérios de escalonamento, procedimentos por tipo de incidente e obrigações de notificação, e deve ser testado com simulações.
Política de segurança da informação
Uma política de segurança da informação é o documento aprovado pela diretoria que define como a empresa protege suas informações: quem é responsável, o que é permitido, o que é proibido e como responder a um incidente. Dela derivam regras concretas, como o uso de senhas, o trabalho remoto ou a classificação de dados.
Portas de rede
Portas de rede são números de 0 a 65535 que indicam a qual serviço de um equipamento uma conexão se destina, por exemplo 443 para HTTPS (navegação web criptografada) ou 3389 para RDP (área de trabalho remota). São usadas pelos protocolos TCP (controle de transmissão) e UDP (datagramas de usuário). Cada porta aberta expõe um serviço, por isso convém fechar as que não são usadas.
Postura de segurança
Postura de segurança é o estado geral de proteção de uma organização em um dado momento: o quanto seus controles, políticas, pessoas e tecnologia previnem, detectam e respondem a ataques. É medida com inventários de ativos, análises de vulnerabilidades, pontuações de configuração e testes periódicos, e serve para priorizar investimentos e mostrar avanços à diretoria.
Pretexting
Pretexting é uma técnica de engenharia social em que o atacante inventa um cenário verossímil, o pretexto, e se passa por alguém de confiança para obter informações ou um acesso. Pode ligar como técnico de suporte para pedir um código de verificação ou escrever como auditor para solicitar a folha de pagamento. Diferente do phishing em massa, cada contato é preparado sob medida.
Princípio do menor privilégio
O princípio do menor privilégio é a regra de segurança segundo a qual cada pessoa, aplicação ou conta deve ter apenas as permissões de que precisa para fazer seu trabalho, e nada além disso. Se uma conta do financeiro só consegue ver as informações financeiras, um atacante que a roube não chegará aos servidores nem aos dados de recursos humanos.
Prompt injection (injeção de prompt)
Prompt injection (injeção de prompt) é um ataque contra aplicações de inteligência artificial baseadas em grandes modelos de linguagem (LLM, large language model) que insere instruções maliciosas para que o modelo ignore suas regras. Pode ser direto ou indireto, escondido em um e-mail, documento ou página web que o assistente processa, e levar ao vazamento de dados ou a ações não autorizadas.
Proteção de dados pessoais
Proteção de dados pessoais é o conjunto de obrigações legais e medidas técnicas que garantem que as informações das pessoas sejam coletadas, usadas e guardadas apenas para finalidades legítimas e com transparência para o titular. No Brasil, ela é regulada pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Lei nº 13.709/2018) e fiscalizada pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados); a lei exige uma base legal para cada tratamento e medidas de segurança adequadas.
Q
R
Ransomware
Ransomware é um programa malicioso que criptografa os arquivos e sistemas de uma empresa e exige um pagamento para devolver o acesso. Muitas variantes atuais também copiam as informações antes de criptografá-las, para pressionar com a ameaça de publicá-las.
Ransomware como serviço (RaaS)
Ransomware como serviço (RaaS, ransomware as a service) é um modelo criminoso em que os criadores de um ransomware alugam seu malware, sua infraestrutura e seu suporte a afiliados, que executam os ataques e repassam a eles uma porcentagem de cada resgate. Assim, grupos com pouca habilidade técnica conseguem lançar ataques sofisticados.
RAT (trojan de acesso remoto)
Um RAT (remote access trojan, ou trojan de acesso remoto) é um cavalo de Troia que dá ao atacante controle remoto completo do computador infectado, da tela e da câmera aos arquivos e programas. Costuma chegar disfarçado de documento ou instalador legítimo. Em segurança da informação, a sigla não se refere ao RAT da folha de pagamento (Riscos Ambientais do Trabalho) nem ao relatório de atendimento técnico.
RBAC (controle de acesso baseado em funções)
RBAC (Role-Based Access Control, controle de acesso baseado em funções) é o modelo que atribui permissões a funções, como contador, vendedor ou administrador, em vez de atribuí-las a cada pessoa; cada usuário herda as permissões da função que ocupa. Assim, dar acesso a um novo colaborador ou mudá-lo de cargo significa atribuir ou trocar sua função, sem distribuir permissões uma a uma.
RCE (execução remota de código)
RCE (remote code execution, ou execução remota de código) é um tipo de vulnerabilidade que permite a um atacante executar os próprios comandos em um servidor ou equipamento a distância, muitas vezes sem acesso físico nem credenciais válidas. Está entre as falhas mais graves porque pode dar controle total do sistema; por isso, os patches que a corrigem devem ser aplicados de imediato.
RDP (protocolo de área de trabalho remota)
RDP (Remote Desktop Protocol, protocolo de área de trabalho remota) é o protocolo da Microsoft que permite controlar um computador ou servidor Windows a distância, vendo a área de trabalho dele como se você estivesse na frente da máquina. É muito útil para suporte e trabalho remoto e deve ser protegido com VPN (rede privada virtual), MFA (autenticação multifator) e senhas fortes, sem ficar exposto diretamente à internet.
Red team, blue team e purple team
O red team é a equipe que simula ataques reais contra uma organização para encontrar seus pontos fracos; o blue team é a equipe que defende a organização e responde aos incidentes. O purple team une as duas para que cada ataque simulado vire uma melhoria concreta nas defesas.
Registro zero-touch de dispositivos
Registro zero-touch é um método em que os equipamentos novos de uma empresa se cadastram sozinhos na plataforma de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM) ao serem ligados pela primeira vez, já com políticas, apps e configurações aplicadas, sem manuseio da equipe de TI. É oferecido pelo Windows Autopilot, Apple Business Manager e Android Zero-touch: o revendedor entrega o notebook e o colaborador só faz login.
Regra de backup 3-2-1
A regra 3-2-1 é uma boa prática de backup que recomenda ter três cópias dos dados, em dois tipos de armazenamento diferentes, com uma cópia fora do escritório ou na nuvem. Uma versão ampliada, a 3-2-1-1-0, acrescenta uma cópia imutável ou desconectada e zero erros na verificação da restauração, para resistir ao ransomware.
Resiliência cibernética
Resiliência cibernética é a capacidade de uma empresa de prevenir, resistir e se recuperar de um incidente de segurança da informação sem parar a operação. Não se limita a evitar ataques: combina proteção, detecção, backups e planos de resposta. Por exemplo, se um ransomware criptografa os servidores de faturamento, uma empresa resiliente restaura a partir de cópias isoladas e volta a faturar em poucas horas.
Responsabilidade compartilhada na nuvem
A responsabilidade compartilhada é o modelo que define o que o provedor de nuvem protege e o que o cliente deve proteger: o provedor cuida da infraestrutura física e, conforme o modelo de serviço (IaaS, PaaS ou SaaS), de parte da plataforma; o cliente responde sempre por seus dados, seus acessos, a configuração dos seus serviços e seus backups. Ter suas informações no Azure ou na AWS não significa que o provedor faça o backup delas nem administre suas permissões.
Resposta a incidentes
Resposta a incidentes é o processo organizado com que uma empresa detecta, contém, elimina e se recupera de um ataque ou falha de segurança, para reduzir o dano e voltar a operar o quanto antes. Segue fases definidas: preparação, identificação, contenção, erradicação, recuperação e lições aprendidas.
Retenção de dados
Retenção de dados é a política que define por quanto tempo uma organização guarda cada tipo de informação, em que formato e quando deve eliminá-la de forma segura, conforme suas obrigações legais, fiscais e de negócio. Inclui a retenção legal (legal hold), que suspende a exclusão de e-mails e arquivos ligados a um processo judicial ou investigação até que o jurídico a libere.
Risco inerente e risco residual
Risco inerente é o nível de risco que um processo ou ativo enfrenta antes da aplicação de controles de segurança. Risco residual é o que permanece depois de aplicá-los e deve ficar dentro do nível que a diretoria aceita. Por exemplo, notebooks da equipe comercial sem criptografia têm risco inerente alto; com criptografia e MFA (autenticação multifator), o residual cai.
RMM (monitoramento e gerenciamento remotos)
RMM (remote monitoring and management, ou monitoramento e gerenciamento remotos) é um software que permite à equipe de TI ou a um provedor de serviços gerenciados acompanhar e administrar a distância computadores, servidores e redes: verificar seu estado, aplicar patches e dar suporte sem ir ao local. Por exemplo, detecta um disco quase cheio em uma filial e resolve remotamente.
Rootkit
Rootkit é um conjunto de ferramentas que se esconde nas camadas mais profundas do sistema operacional para ocultar a presença de outro malware e manter o acesso do atacante. É difícil de detectar com um antivírus convencional.
Roubo de credenciais
Roubo de credenciais é a obtenção não autorizada de usuários, senhas, tokens ou cookies de sessão para entrar em sistemas se passando por um usuário legítimo. Acontece por phishing, malware do tipo infostealer, keyloggers (registradores de teclas) ou vazamentos de outros serviços. Por exemplo, a senha do e-mail corporativo capturada em uma página falsa permite acessar o Microsoft 365 sem instalar malware.
RTO e RPO
RTO e RPO são os dois números que definem um plano de recuperação. O RTO (recovery time objective, ou objetivo de tempo de recuperação) é o tempo máximo que um sistema pode ficar parado antes de afetar o negócio. O RPO (recovery point objective, ou objetivo de ponto de recuperação) é a quantidade máxima de informação que você aceita perder, medida em tempo desde a última cópia.
Runbook e playbook de segurança
Runbook de segurança é um documento com os passos técnicos exatos para executar uma tarefa ou atender um tipo de incidente, como isolar um equipamento infectado ou redefinir uma conta comprometida. Já o playbook define quando e por que agir: qual alerta aciona a resposta, quem decide e quem deve ser notificado. Um playbook costuma se apoiar em vários runbooks.
S
SAML, OAuth e OpenID Connect
SAML (Security Assertion Markup Language), OAuth e OpenID Connect são padrões que permitem fazer login ou conceder permissões entre aplicações sem compartilhar senhas. SAML e OpenID Connect são usados no login único, ou SSO (single sign-on), e o OAuth serve para autorizar que uma aplicação acesse seus dados em outra, como quando você conecta uma agenda ao seu e-mail.
Sandbox
Uma sandbox é um ambiente isolado onde se abre um arquivo ou programa suspeito para observar o que ele faz sem colocar em risco o computador real. Se o arquivo tenta criptografar dados ou se conectar a um servidor desconhecido, ele é marcado como malicioso e bloqueado. O termo também nomeia jogos de mundo aberto e ambientes de teste de software; aqui falamos do uso em segurança.
SASE (secure access service edge)
SASE (secure access service edge) é um modelo que reúne em um único serviço em nuvem a conectividade de rede (SD-WAN, rede de longa distância definida por software) e as funções de segurança, como firewall, filtragem web, CASB (agente de segurança de acesso à nuvem) e acesso zero trust (ZTNA). Assim os usuários se conectam com segurança de qualquer lugar, sem passar todo o tráfego pelo escritório central.
SAST e DAST
SAST e DAST são dois tipos de teste de segurança de aplicações. O SAST (static application security testing, teste estático) revisa o código-fonte sem executá-lo para encontrar falhas, como senhas escritas no código. O DAST (dynamic application security testing, teste dinâmico) analisa a aplicação em funcionamento, de fora, como faria um atacante. Juntos, um detecta falhas cedo e o outro mostra quais são exploráveis.
Scareware
Scareware é um golpe que exibe alertas falsos, por exemplo que seu computador está infectado, para convencer você a baixar um programa ou pagar por uma suposta solução. A tela imita avisos de antivírus ou do Windows, e o programa oferecido costuma ser malware ou uma cobrança sem valor.
SD-WAN
SD-WAN (software-defined wide area network, ou rede de longa distância definida por software) é uma tecnologia que conecta filiais, data centers e a nuvem por vários links, como internet banda larga, MPLS (comutação de rótulos multiprotocolo) ou rede celular, e escolhe por software o melhor caminho para cada aplicação. Por exemplo, envia as videochamadas pelo link mais estável.
Segmentação de rede
Segmentação de rede é a prática de dividir a rede de uma empresa em zonas separadas, por exemplo usuários, servidores, visitantes e equipamentos de produção, com regras que controlam o que pode se comunicar entre elas. A microssegmentação leva essa ideia a cada servidor ou aplicação, para que um incidente em uma zona não se espalhe para o resto.
Segurança da informação
Segurança da informação é a disciplina que protege a informação de uma organização, em qualquer formato, para que ela continue confidencial, íntegra e disponível. Vai além da cibersegurança: inclui documentos em papel, conversas e processos, e se organiza com políticas, controles e normas como a ISO 27001.
Segurança de aplicações (AppSec)
Segurança de aplicações (AppSec, application security) é o conjunto de práticas e ferramentas que protegem o software durante todo o seu ciclo de vida, do design e do código até a operação. Inclui revisão de código, testes SAST e DAST (análise estática e dinâmica), gestão de dependências e pentest. Por exemplo, detectar uma injeção de SQL antes de publicar um portal de clientes.
Segurança de e-mail
Segurança de e-mail é o conjunto de controles que protegem as caixas de entrada de uma empresa contra phishing, malware, falsificação de remetente e vazamento de informações. Combina filtros que analisam links e anexos, autenticação do domínio com SPF, DKIM e DMARC, criptografia e treinamento dos colaboradores, porque o e-mail continua sendo uma das vias de entrada mais frequentes de ataques.
Segurança de rede
Segurança de rede é o conjunto de controles que protege a infraestrutura de comunicação de uma empresa e o tráfego que passa por ela, para que só usuários e dispositivos autorizados acessem cada recurso. Inclui firewall, segmentação, VPN (rede privada virtual) ou ZTNA (acesso à rede de confiança zero), controle de acesso à rede, proteção do Wi-Fi e monitoramento do tráfego.
Segurança na nuvem
Segurança na nuvem é o conjunto de políticas, configurações e ferramentas que protegem os dados, as aplicações e as identidades que sua empresa mantém em serviços como Microsoft 365, Azure ou AWS. O provedor protege a infraestrutura dele, mas configurar acessos, criptografia e backups dos seus dados continua sendo responsabilidade da sua empresa.
Segurança Wi-Fi (WPA2 e WPA3)
Segurança Wi-Fi é o conjunto de medidas que protegem a rede sem fio de uma empresa para que só dispositivos autorizados se conectem e o tráfego circule criptografado. WPA2 e WPA3 são os padrões de criptografia; o WPA3 é o mais recente e resiste melhor a tentativas de adivinhar a senha. Nas empresas, soma-se uma rede de visitantes separada e autenticação por usuário (802.1X).
Seguro cibernético
Seguro cibernético (seguro cyber) é uma apólice que cobre perdas causadas por incidentes como ransomware, roubo de dados ou interrupção dos negócios, incluindo custos de resposta, perícia forense, notificação dos afetados e responsabilidade perante terceiros. As seguradoras costumam exigir controles mínimos antes de emitir a apólice, como MFA (autenticação multifator), backups testados e um plano de resposta a incidentes.
Senha segura
Senha segura é uma senha longa, única para cada serviço e difícil de adivinhar, de preferência uma frase de várias palavras com pelo menos 14 caracteres. O comprimento importa mais do que misturar símbolos, e o melhor complemento é um gerenciador de senhas com MFA (autenticação multifator), porque nenhuma senha resiste se for reutilizada ou vazar.
Serverless (computação sem servidor)
Serverless, ou computação sem servidor, é um modelo de nuvem em que o provedor administra totalmente os servidores e a sua equipe só publica o código, que é executado quando ocorre um evento e é cobrado por uso. Os servidores continuam existindo, mas você não precisa instalá-los, escalá-los nem mantê-los, como no Azure Functions ou no AWS Lambda.
SGSI (sistema de gestão de segurança da informação)
Um SGSI (sistema de gestão de segurança da informação) é o conjunto de políticas, processos, papéis e controles com que uma organização protege suas informações de forma organizada e com melhoria contínua. A norma ISO/IEC 27001 define os requisitos de um SGSI e é a referência para certificá-lo.
Shadow AI (IA invisível)
Shadow AI (IA invisível) é o uso de ferramentas de inteligência artificial pelos colaboradores sem a autorização nem o controle da área de TI. O principal risco é compartilhar dados confidenciais, como contratos ou informações de clientes, com serviços externos que podem armazená-los. É uma variante do shadow IT e é gerenciada com políticas de uso e ferramentas aprovadas.
Shadow IT (TI invisível)
Shadow IT (TI invisível) é o conjunto de aplicativos, serviços em nuvem ou dispositivos que os colaboradores usam no trabalho sem que a área de TI saiba ou aprove, como uma conta pessoal de armazenamento ou uma ferramenta de IA gratuita. Costuma nascer de boas intenções, mas deixa dados da empresa fora de controle.
SIEM
SIEM (security information and event management, ou gerenciamento de informações e eventos de segurança) é a plataforma que recebe os registros (logs) dos sistemas de uma empresa, cruza esses dados e gera um alerta quando a sequência corresponde ao padrão de um ataque. É a ferramenta central de um SOC (centro de operações de segurança).
SIM swapping
SIM swapping é uma fraude em que um criminoso convence ou engana a operadora de celular para transferir o seu número para um chip que ele controla. Assim, ele recebe suas ligações e os códigos enviados por SMS e pode acessar sua conta no banco ou suas contas de trabalho; por isso, aplicativos autenticadores ou passkeys são mais seguros do que o SMS.
Simulação de phishing
Simulação de phishing é um exercício controlado em que a empresa envia aos colaboradores e-mails falsos parecidos com os reais para medir quem clica ou entrega dados, e treina na hora quem cai. Repetida com regularidade, ela mostra como o risco humano diminui ao longo do tempo, campanha após campanha.
SLA (acordo de nível de serviço)
Um SLA (Service Level Agreement, ou acordo de nível de serviço) é a parte do contrato em que um provedor se compromete com métricas mensuráveis: disponibilidade, tempo de resposta, tempo de solução e penalidades caso não as cumpra. Por exemplo, um SLA pode definir que um incidente crítico seja atendido em um tempo máximo definido, a qualquer hora.
Snapshot
Snapshot é uma cópia do estado de um disco, de uma máquina virtual ou de um sistema de arquivos em um momento exato, que permite voltar a esse ponto em segundos. Como costuma ficar no mesmo armazenamento que os dados originais, não substitui o backup. Por exemplo, a equipe de TI cria um snapshot de um servidor antes de instalar uma atualização.
Sniffing
Sniffing é a captura do tráfego que circula por uma rede para ler o seu conteúdo: senhas, e-mails, sessões ou arquivos que trafegam sem criptografia. O atacante faz isso com um analisador de pacotes (sniffer) conectado à rede, por exemplo em um Wi-Fi público ou em um segmento interno ao qual já teve acesso.
SNMP e NetFlow (monitoramento de rede)
SNMP (Simple Network Management Protocol, ou protocolo simples de gerenciamento de rede) é o protocolo que permite consultar o estado de roteadores, switches, servidores e impressoras, como o uso de CPU ou se uma interface caiu. O NetFlow registra quem conversa com quem na rede e quanto tráfego envia. Juntos, são a base do monitoramento de rede de um NOC (centro de operações de rede).
SOAR (orquestração, automação e resposta)
SOAR (security orchestration, automation and response) é uma plataforma que conecta as ferramentas de segurança de uma empresa e executa respostas automáticas a alertas. Por exemplo, se o SIEM (a plataforma que correlaciona os logs) detecta um login suspeito, o SOAR pode bloquear a conta e isolar o equipamento em segundos, sem esperar um analista.
SOC (centro de operações de segurança)
Um SOC (Security Operations Center, ou centro de operações de segurança) é a equipe de analistas, processos e ferramentas que acompanha a atividade dos sistemas de uma empresa 24 horas por dia, investiga cada alerta e contém os incidentes. No modelo como serviço (SOCaaS), quem o opera é um provedor externo, por assinatura.
SOC 1 e SOC 2
SOC 2 é um relatório de auditoria, definido pela AICPA (o instituto americano de contadores), que avalia os controles de um fornecedor de serviços em segurança, disponibilidade, integridade de processamento, confidencialidade e privacidade. O Tipo I revisa o desenho dos controles em uma data e o Tipo II seu funcionamento ao longo de meses; o SOC 1 foca em controles financeiros.
SOC agêntico
SOC agêntico é um centro de operações de segurança (SOC) em que agentes de inteligência artificial classificam e correlacionam os alertas e iniciam a investigação de cada incidente, enquanto analistas humanos supervisionam e tomam as decisões críticas. Diferente da automação tradicional, que segue roteiros fixos, o agente analisa o contexto de cada caso e decide o próximo passo da investigação.
SOC as a Service (SOCaaS)
O SOC as a Service (SOCaaS) é um modelo em que a empresa contrata um provedor especializado para monitorar ameaças e responder a elas 24 horas por dia, em vez de montar o seu próprio centro de operações de segurança. Ela recebe tecnologia, analistas e processos por uma mensalidade, sem investir em infraestrutura nem contratar uma equipe completa.
SPF, DKIM e DMARC
SPF, DKIM e DMARC são três registros configurados no domínio de e-mail para dificultar que alguém envie mensagens se passando pela sua empresa. O SPF (Sender Policy Framework) indica quais servidores podem enviar em seu nome, o DKIM (DomainKeys Identified Mail) assina cada mensagem para provar que ela não foi alterada e o DMARC define o que o servidor de destino deve fazer com os e-mails que não passam em nenhuma das duas verificações. Juntos, eles protegem a sua marca e melhoram a entrega do seu e-mail legítimo.
Spoofing
Spoofing é a técnica de falsificar uma identidade digital (um e-mail, um número de telefone, um endereço IP ou um site) para que a vítima acredite estar falando com alguém de confiança. É a base de muitas fraudes por e-mail e por telefone, porque a mensagem parece vir de um diretor, de um banco ou de um fornecedor real.
Spyware
Spyware é um programa que se instala sem permissão para coletar informações do usuário, como hábitos de navegação, credenciais, mensagens ou localização, e enviá-las a terceiros. Costuma chegar junto com software gratuito ou em um anexo de e-mail.
SQL injection (injeção de SQL)
SQL injection (injeção de SQL) é um ataque em que alguém digita comandos de banco de dados em um formulário ou na URL de um site para que a aplicação os execute. SQL é a linguagem usada para consultar bancos de dados; se o site não valida o que recebe, o invasor pode consultar ou apagar informações, como listas de clientes ou senhas, sem ter uma conta autorizada.
SSH (Secure Shell)
SSH (Secure Shell) é o protocolo que permite administrar servidores e equipamentos de rede a distância por uma conexão criptografada, digitando comandos como se você estivesse na frente deles. É o padrão em servidores Linux e equipamentos de rede, e se protege com autenticação por chaves em vez de senhas e sem expor a porta 22 à internet.
SSL/TLS
TLS (Transport Layer Security) é o protocolo que criptografa a comunicação entre um navegador ou aplicativo e um servidor, para que ninguém no caminho consiga lê-la ou alterá-la; SSL (Secure Sockets Layer) é a versão anterior, já obsoleta, embora o nome continue em uso. É o que ativa o cadeado e o https em um site.
SSO (single sign-on)
SSO (single sign-on, ou login único) é o recurso que permite acessar vários aplicativos com uma única conta e um único login, em vez de uma senha por sistema. Facilita o trabalho, reduz senhas fracas ou repetidas e permite remover todos os acessos de uma pessoa em um só lugar quando ela deixa a empresa.
Superfície de ataque
A superfície de ataque de uma empresa é tudo o que um invasor pode alcançar, de fora ou de dentro, para tentar entrar: cada servidor publicado na internet, cada aplicação, cada conta de usuário, cada notebook ou celular conectado, cada serviço em nuvem e cada fornecedor com acesso aos seus sistemas. Quanto mais peças ela tem e menos você sabe delas, mais brechas ficam sem vigilância; por isso o trabalho começa pelo inventário e pelo fechamento do que não é necessário.
SWG (gateway web seguro)
SWG (secure web gateway, ou gateway web seguro) é um serviço, em nuvem ou local, que fica entre os usuários e a internet para inspecionar o tráfego web e aplicar as políticas da empresa. Filtra sites por categoria, bloqueia downloads maliciosos e controla o uso de aplicativos em nuvem. É um componente do modelo SASE (secure access service edge).
T
Tailgating e piggybacking
Tailgating é uma técnica de engenharia social em que uma pessoa sem autorização entra em uma área restrita seguindo de perto alguém que tem acesso, por exemplo passando logo atrás de um colaborador quando ele abre a porta com o crachá. Quando o colaborador deixa a pessoa entrar de propósito, por cortesia, o nome é piggybacking.
Telemetria
Telemetria é o fluxo contínuo de dados que computadores, servidores, redes e serviços em nuvem enviam sobre sua atividade: processos executados, conexões, logins e mudanças de configuração. Um centro de operações de segurança (SOC) correlaciona esses dados para detectar ameaças. Por exemplo, a telemetria de um notebook revela que um documento do Word abriu o PowerShell.
Tempo de inatividade (downtime)
Tempo de inatividade (downtime) é o período em que um sistema, uma aplicação ou um serviço fica indisponível para os usuários, seja por uma falha, um ataque cibernético ou uma manutenção programada. É medido em minutos ou horas e costuma constar como compromisso nos SLAs (acordos de nível de serviço). Por exemplo, uma loja virtual fora do ar em plena temporada de vendas.
Testes de caixa preta, cinza e branca
Testes de caixa preta, cinza e branca são níveis de informação que uma equipe de pentest (teste de invasão) recebe antes de atacar um sistema. Na caixa preta, ela não conhece nada, como um atacante externo; na caixa cinza, tem credenciais de usuário ou documentação parcial; na caixa branca, acessa o código-fonte, a arquitetura e as configurações.
Testes de recuperação
Testes de recuperação são exercícios planejados em que dados, sistemas ou serviços inteiros são restaurados a partir dos backups para comprovar que as informações estão íntegras e que a recuperação acontece dentro do RTO (objetivo de tempo de recuperação) acordado. Vão desde restaurar um arquivo aleatório até subir um servidor completo em um ambiente isolado, e cada teste é documentado com seu resultado.
Threat hunting
Threat hunting (caça a ameaças) é a busca proativa por atacantes que já estão dentro da rede e que os alertas automáticos não detectaram. Um analista parte de uma hipótese, revisa registros e comportamentos e confirma ou descarta a intrusão.
Threat intelligence (inteligência de ameaças)
Threat intelligence, ou inteligência de ameaças, é a informação coletada e analisada sobre quem ataca, com quais técnicas e contra que tipo de empresa, para que a equipe de segurança se antecipe em vez de só reagir. Inclui indicadores como endereços IP ou domínios maliciosos e contexto sobre campanhas ativas que afetam o seu setor ou região.
Tipos de backup (completo, incremental e diferencial)
Tipos de backup (completo, incremental e diferencial) são as modalidades que definem o que cada backup copia. O completo copia tudo; o incremental, só o que mudou desde o último backup; o diferencial, tudo o que mudou desde o último completo. O incremental ocupa menos espaço, mas a restauração exige o completo e cada incremental; o diferencial, só o completo e o último diferencial.
TISAX
TISAX (Trusted Information Security Assessment Exchange) é o modelo de avaliação de segurança da informação criado pela indústria automotiva alemã para seus fornecedores. É operado pela associação ENX e se baseia no catálogo VDA ISA, derivado da ISO/IEC 27001. Fabricantes de veículos costumam exigi-lo de fornecedores de autopeças, design ou logística que lidam com informações confidenciais.
Tokenização
Tokenização é uma técnica que substitui um dado sensível, como o número de um cartão de crédito, por um valor substituto sem significado chamado token. O dado real fica guardado em um cofre separado. Assim, uma loja pode processar cobranças recorrentes sem armazenar cartões em seus sistemas, o que reduz o escopo da sua auditoria de PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard).
Triagem de alertas
Triagem de alertas é o processo de revisar, classificar e priorizar os alertas de segurança para decidir quais são incidentes reais e quais atender primeiro. O analista valida cada alerta com o contexto do equipamento, do usuário e de inteligência de ameaças e o descarta como falso positivo ou o escala. É tarefa do nível 1 de um SOC (centro de operações de segurança).
Trojan bancário
Um trojan bancário é um malware que se passa por um app ou arquivo legítimo para roubar credenciais de internet banking, dados de cartão e códigos de verificação. Costuma exibir telas falsas por cima do app do banco ou registrar o que é digitado. Por exemplo, um suposto app de rastreio de encomendas para Android que pede permissões de acessibilidade para ler SMS.
Tríade CID (pilares da segurança da informação)
A tríade CID é o modelo que resume os três pilares da segurança da informação: confidencialidade (só acessa quem deve), integridade (a informação não é alterada sem autorização) e disponibilidade (ela está pronta quando é necessária). Todo controle de segurança, de um backup a uma criptografia, protege pelo menos um dos três. Em inglês, o mesmo modelo é chamado de CIA triad.
TTP (táticas, técnicas e procedimentos)
TTPs (tactics, techniques and procedures, ou táticas, técnicas e procedimentos) descrevem como um atacante opera: a tática é o objetivo em cada fase, a técnica é o método usado para alcançá-lo e o procedimento é a forma concreta como ele o executa. Detectar TTPs funciona melhor do que buscar indicadores isolados, porque um atacante troca de IP com facilidade, mas não de forma de trabalhar.
Typosquatting e cybersquatting
Typosquatting é o registro de domínios parecidos com o de uma marca, com erros de digitação comuns, como tecnet0ne.com, para enganar quem digita errado e levá-lo a um site falso de phishing ou malware. Já o cybersquatting é registrar de má-fé um domínio com o nome exato de uma marca, para revendê-lo ou se aproveitar da sua reputação.
U
UEBA (análise de comportamento de usuários e entidades)
UEBA (user and entity behavior analytics, ou análise de comportamento de usuários e entidades) é uma tecnologia que aprende como usuários, equipamentos e aplicativos de uma empresa se comportam normalmente e gera um alerta quando algo foge desse padrão. Por exemplo, identifica um usuário que baixa milhares de arquivos às 3 da manhã, algo que uma regra fixa poderia deixar passar.
UTM (gerenciamento unificado de ameaças)
UTM (unified threat management, ou gerenciamento unificado de ameaças) é um equipamento que reúne em um só dispositivo várias proteções de rede: firewall, antivírus de perímetro, filtro de conteúdo web, prevenção de intrusões e VPN (rede privada virtual). É comum em pequenas e médias empresas porque simplifica a administração com um único console.
V
Varredura de portas (port scan)
Varredura de portas é a técnica que verifica quais portas de um equipamento ou servidor estão abertas e quais serviços respondem nelas, como web, e-mail ou área de trabalho remota. Os atacantes a usam para procurar pontos de entrada, e as equipes de segurança, para encontrar serviços expostos que não deveriam estar acessíveis.
Vazamento de dados (data breach)
Um vazamento de dados é um incidente em que informações confidenciais, como dados de clientes, credenciais ou documentos internos, ficam expostas ou chegam às mãos de alguém não autorizado. Ele pode acontecer por um ataque, por um erro de configuração ou por um descuido, e obriga a empresa a investigar e conter o incidente; se envolver dados pessoais com risco ou dano relevante, a LGPD exige comunicá-lo à ANPD e aos titulares.
VDI e Azure Virtual Desktop
VDI (Virtual Desktop Infrastructure, infraestrutura de desktops virtuais) é uma tecnologia que executa os desktops Windows em servidores centrais e os entrega pela rede, para que a equipe trabalhe de qualquer equipamento sem guardar dados nele. O Azure Virtual Desktop é o serviço da Microsoft que oferece VDI a partir da nuvem, sem necessidade de servidores próprios.
Vetor de ataque
Um vetor de ataque é o caminho ou método que um atacante usa para entrar em um sistema, como um e-mail de phishing, uma senha roubada, uma vulnerabilidade sem correção ou um pendrive infectado. A soma de todos os vetores possíveis forma a superfície de ataque, e reduzi-los é uma das tarefas centrais da segurança da informação.
Virtualização e hipervisor
A virtualização é a tecnologia que permite que um único servidor físico funcione como vários computadores independentes, chamados máquinas virtuais, cada um com seu próprio sistema operacional. O hipervisor, como VMware ou Hyper-V, é o software que distribui os recursos do equipamento entre elas e é a base da nuvem moderna.
VLAN (rede local virtual)
Uma VLAN (virtual local area network, ou rede local virtual) é uma forma de dividir uma rede física em várias redes lógicas separadas, configurada nos switches, para que grupos como visitantes, câmeras ou a contabilidade não se enxerguem, mesmo compartilhando o mesmo cabeamento. É uma das ferramentas básicas para segmentar a rede de uma empresa.
Vulnerabilidade, CVE e CVSS
Vulnerabilidade é uma falha no software ou na configuração que um atacante pode explorar. CVE (Common Vulnerabilities and Exposures) é o identificador público único que uma vulnerabilidade recebe quando é registrada e divulgada. CVSS (Common Vulnerability Scoring System) é a escala de 0 a 10 que mede a gravidade e ajuda a decidir o que corrigir primeiro.
Vírus de computador
Vírus de computador é um tipo de malware que se anexa a um arquivo ou programa legítimo e se copia para outros arquivos quando alguém o abre. Assim como um vírus biológico, precisa de um hospedeiro para se espalhar e pode apagar dados ou abrir caminho para outras ameaças.
Vírus de macro
Vírus de macro é um malware escrito na linguagem de macros de programas como Word ou Excel, normalmente VBA (Visual Basic for Applications), que é executado quando alguém abre o documento e habilita as macros. Costuma chegar como uma fatura ou orçamento anexado a um e-mail. As versões recentes do Microsoft Office bloqueiam por padrão as macros de arquivos baixados da internet.
Vírus de setor de boot
Vírus de setor de boot é um tipo de malware que infecta a área do disco que o computador lê ao ligar, como o MBR (Master Boot Record, registro mestre de inicialização), para ser carregado antes do sistema operacional. Antes se espalhava por disquetes e pendrives; suas variantes modernas, chamadas bootkits, miram o firmware UEFI (Unified Extensible Firmware Interface).
Vírus polimórfico e metamórfico
Vírus polimórfico é um malware que muda de aparência a cada infecção, normalmente criptografando seu código com uma chave diferente e alterando a rotina que o descriptografa, de modo que cada cópia parece diferente, embora faça o mesmo. O vírus metamórfico vai além: reescreve todo o seu código a cada cópia. Ambos tentam escapar do antivírus baseado em assinaturas (padrões de código já conhecido).
W
WAF (firewall de aplicações web)
Um WAF (web application firewall, ou firewall de aplicações web) é uma proteção que analisa o tráfego que chega a um site ou aplicação web e bloqueia os ataques direcionados a ele, como injeção de SQL, XSS ou bots maliciosos. Diferente do firewall de rede, ele entende o conteúdo de cada requisição web, e não só de onde ela vem.
Watering hole
Watering hole é um tipo de ataque em que o criminoso compromete um site visitado com frequência por um grupo específico, como o portal de uma associação do setor, para infectar os equipamentos de quem acessa. Em vez de ir atrás da vítima, ele a espera onde ela costuma navegar, como um predador à beira de um bebedouro.
Whaling
Whaling é um tipo de phishing direcionado a altos executivos, como o CEO ou o diretor financeiro (CFO), para que aprovem uma transferência ou entreguem informações confidenciais. A mensagem se passa por um parceiro, um advogado ou uma autoridade e é montada com dados públicos da empresa. Por exemplo, um e-mail pede ao CFO que pague com urgência uma aquisição.
Windows 365 (Cloud PC)
Windows 365 é o serviço da Microsoft que entrega um computador com Windows a partir da nuvem, chamado Cloud PC, acessado de qualquer dispositivo pelo navegador ou pelo aplicativo Windows App. É contratado por usuário, com custo mensal fixo conforme a capacidade de processador, memória e armazenamento. Serve, por exemplo, para dar acesso seguro a equipes remotas ou temporárias.
Wiper
Um wiper é um tipo de malware criado para destruir dados de forma irreversível: ele sobrescreve arquivos, discos ou o registro mestre de inicialização (MBR, master boot record) para deixar os equipamentos inutilizáveis. Diferente do ransomware, não busca cobrar resgate, embora às vezes se disfarce de um, como o NotPetya em 2017. A principal defesa são backups isolados ou imutáveis testados com regularidade.
Worm (verme de computador)
Worm é um programa malicioso que se copia sozinho e se espalha de um equipamento para outro pela rede, sem que ninguém abra um arquivo. Diferente do vírus, não precisa de um programa hospedeiro e pode saturar redes inteiras em poucas horas.
X
XDR (detecção e resposta estendidas)
XDR (extended detection and response, ou detecção e resposta estendidas) amplia o alcance do EDR: além dos equipamentos, correlaciona o que acontece no e-mail, na rede, nas identidades e na nuvem em uma única plataforma. Assim detecta ataques que passam por várias frentes e que cada ferramenta isolada não enxerga.
XSS (cross-site scripting)
XSS (cross-site scripting) é um ataque em que alguém insere código malicioso em uma página web legítima, por exemplo em um comentário ou formulário, para que ele seja executado no navegador de outros visitantes. Assim é possível roubar sessões, redirecionar para sites falsos ou alterar o que o usuário vê; a prevenção passa por validar e limpar tudo o que o site recebe.
Y
Z
Zero trust (confiança zero)
Zero trust (confiança zero) é um modelo de segurança em que nenhum usuário, equipamento ou conexão é considerado confiável só por estar dentro da rede. Cada acesso é verificado de forma explícita e concedido com o privilégio mínimo necessário, e essa verificação se repete de forma contínua.
Zero-day (dia zero)
Um zero-day (dia zero) é uma vulnerabilidade que o fabricante do software ainda não conhece ou ainda não corrigiu, por isso não existe um patch (atualização de segurança) que a feche. O nome vem dos zero dias que o fabricante teve para corrigir a falha antes de ela começar a ser explorada: o atacante pode aproveitá-la antes de existir uma solução oficial.
ZTNA (acesso à rede de confiança zero)
ZTNA (zero trust network access, ou acesso à rede de confiança zero) é uma forma de dar acesso remoto às aplicações da empresa verificando a identidade, o dispositivo e o contexto a cada conexão, sem abrir a rede inteira. Diferente de uma VPN (rede privada virtual) tradicional, o usuário só enxerga as aplicações que tem permissão para usar.
Não encontramos esse termo. Vamos incluí-lo na próxima atualização.
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